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Anistia Internacional revela crise de direitos humanos no país, aponta Paim

O senador Paulo Paim (PT-RS) citou, em pronunciamento nesta quarta-feira (6), dados de estudo da Anistia Internacional que revelam que o país vive ...

Colaboração para o Jornal Online Alagoas
Por: Colaboração para o Jornal Online Alagoas Fonte: Agência Senado
06/04/2022 às 18h25
Anistia Internacional revela crise de direitos humanos no país, aponta Paim
O senador Paulo Paim (PT-RS) citou dados de estudo da Anistia Internacional - Roque de Sá/Agência Senado

O senador Paulo Paim (PT-RS) citou, em pronunciamento nesta quarta-feira (6), dados de estudo da Anistia Internacional que revelam que o país vive uma crise de direitos humanos. Pelo documento, datado de 2021, os brasileiros, que já sofriam antes da pandemia, viram a situação piorar com a crise sanitária.

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Segundo Paim, desemprego e perda de renda foram alguns dos problemas que afetaram especialmente as mulheres negras. Houve também o aumento da violência praticada contra grupos historicamente vulneráveis, como pobres, índios, migrantes, imigrantes, negros e negras.

— O informe mostra que em 2020 agentes do Estado mataram cerca de 6.416 pessoas. Mais da metade das vítimas não eram brancas. Houve o aumento dos casos de assassinato de pessoas trans. 80 foram mortas no primeiro semestre de 2021. (Nos) casos de estupro contra as mulheres, o número dos 6 primeiros meses de 2021 foi 8,3% maior que no mesmo período de 2020 — disse.

Paim registrou dados do projeto Justiceiras que apontaram que 8 em cada 10 mulheres vítimas de violência sofreram abusos psicológicos na pandemia. Além disso, mais da metade das mulheres foram violentadas sexualmente pelos companheiros ou ex-parceiros nos últimos dois anos. O levantamento, de acordo com Paim, teve como base 9.500 atendimentos feitos desde março de 2020.

— Os tipos de violência são ameaça, 55%; violência psicológica, 83%; violência física, 60%; violência sexual, 53%; violência patrimonial, 69%. O país precisa mudar. Esse cenário que está aí é inaceitável. Temos de respeitar os direitos humanos, as mulheres, os pobres e o cidadão, homens e mulheres, independentemente da cor. Todos os discriminados — afirmou.

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