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Dificuldade no acesso a exames e tratamentos mantém estável a mortalidade por câncer de mama no Brasil

A mortalidade por câncer de mama no Brasil se mantém estável desde 2008 e isso se deve em parte pela dificuldade de acesso ao diagnóstico e tratame...

Colaboração para o Jornal Online Alagoas
Por: Colaboração para o Jornal Online Alagoas Fonte: Agência Câmara de Notícias
10/06/2022 às 19h40
Dificuldade no acesso a exames e tratamentos mantém estável a mortalidade por câncer de mama no Brasil
Weliton Prado (D): é preciso discutir a implementação da lei - (Foto: Elaine Menke/Câmara dos Deputados)

A mortalidade por câncer de mama no Brasil se mantém estável desde 2008 e isso se deve em parte pela dificuldade de acesso ao diagnóstico e tratamento, alertou o coordenador do Hospital das Clínicas de Goiás, Rufo de Freitas, em audiência pública da Comissão Especial de Combate ao Câncer da Câmara dos Deputados.

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Dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) apontam que 17.825 morreram de câncer de mama em 2020, 16% das pacientes. É o câncer que mais mata mulheres no País.

Para Rufo de Freitas, a dificuldade das mulheres em conseguir realizar exames faz com que menos de 20% delas realizem as mamografias no tempo certo.

“Ela vai no local para pegar a solicitação, depois vai em outro dia para ir fazer a mamografia, outro dia para pegar o resultado e outro dia para mostrar para o médico. Cinco dias que ela deixou de exercer seu direito de cidadã”, disse.

Já a representante da Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama), Maria Helena Mendonça, destacou que a baixa qualidade nos exames dificulta muito a atuação médica nos casos de câncer de mama. Ela defendeu que o controle de qualidade dessas imagens seja realizado de forma obrigatória e não voluntariamente, como acontece hoje em dia.

Excesso de exames
Para o representante do Inca, Arn Migowski, o excesso de rastreamento é prejudicial porque leva muitas vezes a tratamentos desnecessários, como, por exemplo, no caso de tumores em estágio muito inicial. Para ele, além dos exames de imagem, existe a possibilidade de se fazer o rastreamento de câncer de mama com exames clínicos e com o autoexame.

“Nem sempre a mulher apalpa tarde demais. Ela deve procurar logo assistência médica e não achar que está desenganada e que é uma doença necessariamente letal. É procurar logo assistência médica diante dos sinais de alerta, porque a terapia evoluiu e ela pode ter um resultado bom no tratamento do câncer de mama, se é que o câncer de mama será confirmado”, afirmou.

Tempo certo
A presidente do Grupo Brasileiro de Estudos em Câncer de Mama, Daniela Rosa, destacou a importância da mamografia, desde que ela seja realizada no período correto.

“Nós, do Grupo Brasileiro de Mama e da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, achamos que é correto fazer mamografia a partir dos 40 anos para todas as mulheres que não tenham sintomas. Quando elas tiverem sintomas, aí então elas devem ter direito a fazer exames, mas aí não é mais rastreamento de prevenção, é exame de diagnóstico”, explicou.

Legislação
O deputado Weliton Prado (Pros-MG), presidente da comissão, afirmou que é preciso discutir a implementação da lei que estabelece que, em caso de suspeita de câncer, os exames de diagnóstico devem ser realizados em até 30 dias (Lei 13.896/19), além da legislação que prevê que, após o diagnóstico, o paciente tenha direito de iniciar o tratamento pelo Sistema Único de Saúde em, no máximo, 60 dias (Lei 12.732/12). Segundo ele, os prazos são importantes para que os pacientes tenham diagnósticos precoces e mais chances de sobrevivência.

“A gente sabe que o câncer de mama é o mais comum entre as mulheres e lidera outro ranking: é o câncer que mais mata no nosso País - e acho que no mundo todo. A gente sabe que a prevenção é o principal remédio, a prevenção e o diagnóstico precoce. Infelizmente, 30% dos diagnósticos em mulheres já são feitos no estágio do câncer avançado”, lamentou.

A representante do Instituto Lado a Lado pela Vida, Fernanda de Carvalho, afirmou que a legislação só vai ser cumprida quando os pacientes tiverem acesso à informação sobre seus direitos.

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