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Coletivo Cida lança, no Rio Grande do Norte, trilogia de dança inspirada em Arthur Bispo do Rosário

Contemplado no Edital Prêmio Funarte de Estímulo ao Teatro, projeto tem audiodescrição e Libras

31/03/2023 às 17h35
Por: Colaboração para o Jornal Online Alagoas Fonte: Funarte
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Cena da montagem
Cena da montagem "Insanos", do Coletivo CIDA - (Foto: Brunno Martins)

Estreia dia 6 de abril, no Teatro Alberto Maranhão, em Natal, no Rio Grande do Norte, a performanceInsanos e Beija-Flores a Dois Metros do Chão. Com entrada gratuita e duas apresentações por dia (10h e 20h), a trilogia de dança-tragédia tem como base uma linha coreográfica e dramatúrgica inspirada na vida e na obra de Arthur Bispo do Rosário, artista visual brasileiro e homem negro, considerado “gênio por alguns e louco por outros”, segundo o Coletivo CIDA, criador do projeto.

O espetáculo levanta um debate sobre o pensamento eugênico, o preconceito e os limites entre a insanidade e a arte na sociedade. É uma peça em dança-tragédia ficcional, porém autobiográfica, livremente inspirada em fatos reais. A obra narra as perspectivas de seis diferentes indivíduos que vivem há sete anos encarcerados em um porão de uma casa conhecida como Hospício da Praia Vermelha.

Serão 12 apresentações gratuitas: dias 6, 7, 8 e 9 de abril (sessões 10h e 20h); 22 de abril, às 20h, no Teatro Lauro Monte Filho, em Mossoró (RN); 27 de abril, às 20h; e 28 de abril (sessões 10h e 20h), no Teatro Alberto Maranhão, mesmo local da estreia, em Natal (RN).

Contemplado no Edital Prêmio Funarte de Estímulo ao Teatro, a montagem é a terceira peça coreográfica de uma criação cênica assinada pelo coreógrafo René Loui. Assim como as demais peças da trilogia, o espetáculo propõe uma discussão sobre o que pode ou não ser considerado dança e/ou teatro, além de questionar a estigmatização, desumanização, extermínio e invisibilidade das pessoas pretas, LGBTQIAPN+, pessoas com transtornos mentais, pessoas com deficiência, mulheres, povos originários e pessoas que vivem e/ou convivem com o HIV ou AIDS. “A performance questiona as duras realidades enfrentadas pelos grupos sociais historicamente marginalizados ou excluídos”, afirma René.

Sobre a trilogia

A trilogia em dança-tragédia tem como proposta cênica uma pesquisa coreográfica e dramatúrgica que parte da problematização autobiográfica de corpos não hegemônicos e pluriétnicos, investigando os estereótipos e estranhamentos associados a esses corpos na sociedade. A pesquisa foi iniciada no ano de 2019, a partir de uma residência artística na Odisha Biennale, na Índia. As obras acessíveis foram: “Corpos Turvos”, “Reino dos Bichos e dos Animais, Esse é o meu Nome” e “Insanos e Beija-Flores a Dois Metros do Chão”. As três peças se complementam, entretanto, podem ser vistas, ouvidas, sentidas e percebidas de modo independente ou em qualquer ordem.

Saiba mais sobre o Coletivo CIDA - Coletivo Independente Dependente de Artistas, aqui

Serviço:

Espetáculo “Insanos e Beija-Flores a Dois Metros do Chão”, do Coletivo CIDA

Dias: 6, 7, 8 e 9 de abril, sessões às 10h e às 20h
Teatro Alberto Maranhão
Praça Augusto Severo, s/n - Ribeira, Natal (RN)

Dia 22 de abril, às 20h
Teatro Lauro Monte Filho
Rua Dr. Almeida Castro - Centro, Mossoró (RN)

Dia 27 de abril, às 20h
Teatro Alberto Maranhão
Praça Augusto Severo, s/n - Ribeira, Natal (RN)

Dia 28 de abril, sessões às 10h e às 20h
Teatro Alberto Maranhão
Praça Augusto Severo, s/n - Ribeira, Natal (RN)

Ingressos gratuitos (podem ser retirados nos locais de apresentação, uma hora antes)

Classificação indicativa: 14 anos
Duração: Aproximadamente 45 minutos
*Com recursos de acessibilidade: audiodescrição e Libras

Ficha técnica:

Concepção, direção coreográfica e direção artística: René Loui | Interlocução coreográfica e dramatúrgica: Jussara Belchior | Intérpretes-criadores: Ana Cláudia Viana, Jânia Santos, Marconi Araujo, Pablo Vieira, René Loui e Rozeane Oliveira | Captação e operação de som: De Oliveira Produções Musicais |Trilha sonora original: René Loui e Fabián Avilla Elizalde | Acessibilidade: Coletivo CIDA | Roteiro, tradução e interpretação em Libras: Brígida Paiva | Roteiro audiodescrição: Arthur Moura e René Loui | Locução audiodescrição: Nara Kelly | Audiovisual: Coletivo CIDA | Captação de imagens e edição: Wallace Santos | Imagens de divulgação: Brunno Martins | Webdesigner e peças gráficas: René Loui | Identidade visual: Casulo Cria |Designer e Operação de iluminação: Leila Bezerra | Produção executiva e Coordenação financeira: Arthur Moura | Produção geral: René Loui |Elaboração de projeto: Arthur Moura e René Loui |Parceiros: Casa Tomada, Comunica Ceci e Bobox Produções | Realização: CIDA - Coletivo Independente Dependente de Artistas

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