
Temakis, sushis, saladas e outros itens podem ser feitos com o Plantfilme, filme alimentício à base de vinagreira e que pode ser uma alternativa ao nori, usado na produção de sushis. O produto é uma criação da Vinnori, startup que aposta na inovação e criatividade para produzir alimentos. A empresa, apoiada por meio do programa Tecnova, foi a atração no estande da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (FAPEMA), marcando encerramento da 3ª Feira Maranhense da Agricultura Familiar (FEMAF), na Lagoa da Jansen, neste sábado (29).
A 3ª FEMAF é simultânea à 4ª Feira Nordestina da Agricultura Familiar (FENAFES), integrando o Circuito Nordestino de Feiras da Agricultura Familiar, promovido pelo Consórcio Nordeste. Nos quatro dias de evento, houve apresentação de inovações do setor, lançamento de programas estratégicos, shows e uma variedade de alimentos e produtos comercializados.
Agricultores, empreendedores, pesquisadores e gestores públicos de toda a região tiveram acesso à ampla programação de serviços, capacitações e experiências tecnológicas voltadas ao fortalecimento da agricultura familiar e do empreendedorismo regional.
No estande da FAPEMA, ideias, produtos e pesquisas inovadoras na área da agricultura foram levadas ao público, mostrando a abrangência e a diversidade das produções científicas do Maranhão. Fechando a programação do evento, a Vinnori expôs as diversas etapas de tratamento da folha da vinagreira verde, até chegar no filme comestível. O produto inova ao aproveitar a biodiversidade brasileira e focar na vinagreira, tradicional da culinária maranhense. O objetivo é ampliar as alternativas disponíveis para chefs e consumidores.
O plantfilme é natural, sustentável, de baixo custo e totalmente vegetal. Pode ser usado em sushis, temakis, pokes, rolinhos, snacks e criações autorais de diversas culinárias, incluindo oriental, havaiana e vegana. Além destes, pode ser opção inclusiva para pessoas com alergia a frutos do mar ou com dietas restritivas. Tem maior vida útil que os filmes comestíveis tradicionais, é sustentável ao apoiar a agricultura familiar, está amplamente disponível nas culturas brasileiras e tem baixo custo mostrando competitividade.
A co-fundadora da empresa, Tatiana Lemos, ressalta que “o plantfilme foi desenvolvido pensando na cozinha profissional, com diferenciais técnicos pensados para o cotidiano, ao oferecer diversas possibilidade e ser acessível e de baixo custo”.
O plantfilme foi testado em restaurantes e utilizados por chefs, que atestaram sabor, textura, versatilidade e a viabilidade de substituir o tradicional nori utilizado na culinária oriental. A startup contou com apoio da FAPEMA e da FINEP, por meio do edital Tecnova III, para alavancar a proposta e irá ampliar sua lista de itens, buscando novas alternativas de produtos, a partir de itens encontrados na biodiversidade brasileira. “Nosso propósito é desenvolver alimentos sustentáveis, criativos e acessíveis. O Plantfilme é só o começo”, enfatiza Tatiana Lemos.
O presidente da FAPEMA, Nordman Wall, aponta o viés estratégico da pesquisa científica para o avanço da agricultura familiar no estado. “O apoio a estudos neste segmento agrega valor às cadeias produtivas e amplia a competitividade dos nossos produtores. A ciência é uma aliada direta do desenvolvimento rural”, afirma.
Exposição agrícola
Nos quatro dias da 3ª FEMAF, o estande da FAPEMA levou ao público projetos e empreendimentos apoiados, além de relatos de experiências exitosas. A Fundação também garantiu a monitoria do evento, prestando suporte às atividades, ao logo de toda a programação.
A presença de pesquisadores ampliou o diálogo com agricultores, gestores e visitantes sobre tecnologia e inovação no campo.
A série de investimentos da FAPEMA na área agropecuária mostram esse compromisso. Nos últimos anos, 146 projetos foram apoiados em todas as mesorregiões maranhenses, número que segue crescendo.
Somente este ano, somam 21 iniciativas receberam suporte, contemplando temas como bioeconomia, agricultura de baixo carbono, produção de insumos, modernização, segurança alimentar e estudos sobre as cadeias produtivas.