
Criado em julho de 2025, o programa CULTSP na Estrada, do Governo do Estado de São Paulo, já alcançou cerca de 80 mil pessoas em diferentes regiões do interior paulista. A iniciativa reúne ações itinerantes de cultura , ciência e formação, com programação gratuita voltada a municípios de diferentes portes e perfis.
Entre os principais eixos está a carreta “Museu Catavento: Ciência que vai até você”, unidade móvel que recria parte do acervo do museu com nove experiências interativas nas áreas de física, química, biologia, geografia e história. Desde setembro, a carreta percorreu 2.853 quilômetros, atendeu cerca de 23 mil pessoas, quase 10 mil estudantes da rede pública, e passou por 19 municípios.

As Fábricas de Cultura também ampliaram sua atuação itinerante ao longo de 2025, somando mais de mil atividades e mais de 43 mil atendimentos. A programação incluiu oficinas de linguagens artísticas, cursos ligados à economia criativa, práticas tecnológicas com o Caminhão Maker, equipado com impressoras 3D, kits de robótica e óculos de realidade virtual, além de contações de histórias, apresentações teatrais, aulões de dança e shows. As ações passaram por municípios do litoral, da Região Metropolitana e do interior, como Guarujá, Bertioga, Peruíbe, Embu das Artes, Itapecerica da Serra, Barueri, Carapicuíba, Iguape, Eldorado, Miracatu e Ilha Comprida.
Para a secretária da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, Marília Marton, o CULTSP na Estrada consolida uma mudança na forma de levar políticas culturais aos territórios. “O programa foi pensado para funcionar desde o primeiro dia fora da capital. Em poucos meses, conseguimos estruturar uma presença contínua no interior, com ações que levam ciência, formação e programação cultural para cidades que raramente recebem esse tipo de iniciativa. Não é evento pontual, é política pública em circulação”, afirma.
O CULTSP na Estrada também reúne ações itinerantes dos museus estaduais. A exposição Arte Sacra para Ver e Sentir, do Museu de Arte Sacra, circulou por cidades como Aparecida e Guaratinguetá com réplicas produzidas por impressão 3D. Já o projeto MIS Experience 360 O cinema de Billy Wilder levou uma versão digital da mostra do Museu da Imagem e do Som a municípios como Marília, Jaboticabal, Olímpia, Assis, Votuporanga, Boituva e Botucatu.