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Olimpíadas científicas mobilizam 1,5 milhão de estudantes e consolidam cultura de alto desempenho na rede estadual de SP

Pelo segundo ano, Seduc-SP organiza competições de matemática (Omasp) e língua portuguesa (Olisp) e distribui medalhas em todas as regiões do Estado

Colaboração para o Jornal Online Alagoas
Por: Colaboração para o Jornal Online Alagoas Fonte: Secom SP
06/01/2026 às 18h20
Olimpíadas científicas mobilizam 1,5 milhão de estudantes e consolidam cultura de alto desempenho na rede estadual de SP
Entrega de medalhas da OLISP na Sul 3 – CEU Vila Rubi-SP

Mais de 1,5 milhão de alunos da rede estadual de ensino de São Paulo participaram das Olimpíada de Matemática das Escolas Estaduais de São Paulo (Omasp) e Olimpíada Interpreta SP (Olisp) , em 2024 e 2025. As competições científicas mobilizam estudantes do 6º ano do Ensino Fundamental à 3ª série do Médio.

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Uma medalha de ouro, duas de prata e uma de bronze. Após dois anos de competições, Diana Knox Carvalho de Oliveira chega ao Ensino Médio com uma bagagem e tanto. Aluna do 9º ano da Escola Estadual Lasar Segall, na capital paulista, a jovem conquistou os prêmios nas edições de 2024 e 2025 das olimpíadas de matemática e língua portuguesa, organizadas pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) e exclusiva a estudantes da rede estadual.

Para participar das provas, Diana começou a preparação sozinha. Mas, em pouco tempo, organizou grupos de estudos com outros colegas da escola também interessados nas olimpíadas.

“Foi uma experiência muito boa de troca de conhecimentos e aprendizagem. Minha família também foi fundamental ao me apoiar e me inspirar. Percebi que estava tendo oportunidades que eles não tiveram e deveria aproveitar ao máximo”, conta a estudante. As conquistas também serviram de incentivo ao irmão mais novo, Crom, de 12 anos, que já tem na prateleira uma medalha de bronze na Olisp, antes Olimpíada de Redação São Paulo (Redasp).

“Assim como os irmãos Diana e Crom e tantos outros da rede, o objetivo das competições da Seduc-SP é identificar estudantes que são destaques em todas as regiões do estado e torná-los referência de sucesso no ensino-aprendizagem em suas comunidades. Para a Omasp, as questões têm como foco o raciocínio lógico e a prática da matemática na vida cotidiana. Na Olisp, o desafio é responder itens relacionados à compreensão de diferentes linguagens e gêneros textuais”, explica o secretário da Educação, Renato Feder.

Para Helena Kodaira Griginske Cezar, do 9º ano, da Escola Estadual Professor Benedito Sampaio, em Campinas, as competições serviram de treinamento para outros processos seletivos. Matriculada na unidade desde o 6º ano do Fundamental, a aluna optou por cursar o Ensino Médio, a partir de 2026, no Cotuca — Colégio Técnico de Campinas (ligado à Universidade Estadual de Campinas). “Eu estudei na Benedito Sampaio por quatro anos, do 6° ao 9°, e estou me despedindo agora. Os professores realmente se orgulham dos alunos e nos incentivam bastante”, conta. Em dois anos, ela acumula três medalhas — prata e bronze na Omasp e ouro na Olisp.


A estudante lembra que não teve muita dificuldade para responder às questões das provas de língua portuguesa. “Eu costumava ler bem mais alguns anos atrás. Mas neste ano eu li “Metamorfose” de Franz Kafka, e gostei bastante. Acho que a leitura ajuda em tudo, e não apenas nas olimpíadas”, completa.

Esse foi, por outro lado, o ano de estreia nas competições do estudante Henrique Martins Castilho, do 6º ano, da Escola Estadual Professor Carlos Lencastre, de Campinas. Já na primeira tentativa duas medalhas: ouro na Olisp e bronze na Omasp. “Achei as questões de matemática bem difíceis e complexas, com muitos cálculos para resolver. Agora, a de língua portuguesa, vou dizer, foi bem fácil para mim”, confessa Henrique. Para o estudante, a escola ajudou bastante na preparação. “Minha escola é de tempo integral, então estudo bastante por muitas horas. Mas eu também fiz uma revisãozinha antes das provas”.

Na avaliação do Henrique, as olimpíadas são muito bem-vindas na rede. “Acredito que esses projetos exercitam a mente e nos fazem pensar tanto em matemática quanto em língua portuguesa. Isso é muito legal para quem está começando o 6º ano, pois já vão se acostumando com as competições até o 9º ano, Ensino Médio e, quem sabe, na faculdade”, completa.

Vagas na Olimpíada Brasileira de Matemática


São selecionados para a Omasp e a Olisp 30% dos alunos, de acordo com o ano/série e o município, que tiveram as maiores pontuações nas questões de matemática e língua portuguesa na Prova Paulista do 1º e 2º bimestre, respectivamente. Na segunda fase, os candidatos participam das provas on-line na própria unidade onde estão matriculados. O nível de dificuldade de cada item varia de acordo com a etapa de ensino. Por fim, são reconhecidos com medalha os 5% melhores por município ou região (São Paulo, Guarulhos e Campinas).

No caso da Omasp, há ainda uma terceira fase só com os medalhistas de ouro. Os selecionados têm a chance de concorrer a uma das 225 vagas reservadas à rede estadual paulista na Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM). A prova é composta por 20 questões sobre temas do conteúdo de matemática como geometria, aritmética, álgebra, grandezas e medidas, probabilidade, estatística e lógica. Nessa etapa a classificação é única e inclui o resultado de todos os estudantes que fizeram a prova, independentemente do município ou da diretoria.

Entre agosto e outubro (mês da prova da OBM), os estudantes selecionados para a fase 3 da Omasp, além dos medalhistas de prata e bronze, tiveram mais uma vez a oportunidade de participar de aulas on-line com especialistas do projeto Starboard Science, parceiro da Seduc-SP. Todos puderam acessar exercícios da plataforma focada no treinamento de alunos para olimpíadas de conhecimento.

“As vitórias estão ficando cada vez mais reais, mais próximas e, em 2025, tivemos novamente o desafio de participar de uma OBM, a Olimpíada de Matemática mais difícil do Brasil. Desta vez, nosso time de representantes estava ainda mais preparado que ano passado”, comemora o coordenador de olimpíadas da Educação, Roberto Serra Campos Júnior.


Troféu olímpico



Além dos estudantes, os professores e as unidades regionais de ensino (URE) que atingirem 90% ou mais de participação também são reconhecidas com o “troféu olímpico”. É o caso da URE de Jales. A regional tem um histórico de participação em outras olimpíadas, como a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP), a Olimpíada Brasileira de Foguetes (OBAFOG) e a Mostra Brasileira de Foguetes (MOBFOG).

Uma das unidades líderes é a Escola Estadual Domingos Donato Rivelli, em Santana da Ponte Pensa, que conta com uma comissão formada por alunos protagonistas, professores, gestores e funcionários que estudam os editais, divulgam as olimpíadas, fazem a inscrição dos interessados, organizam grupos de estudo com base em provas anteriores, criam tempos e espaços (clubes juvenis, horário do almoço, intervalos, eletivas e outros). Tanto esforço tem resultado. A escola conta, hoje, com 36,91% de alunos medalhistas e multimedalhistas.

“Atribuímos o engajamento a um conjunto de fatores, envolvimento das escolas e seus professores, presença constante dos professores especialistas de currículos nas escolas, que divulgam e incentivam a participação, e o apoio das famílias”, afirma Elisângela Cristina Talhare Santos, professora especialista de currículo de língua portuguesa na URE de Jales. “Uma olimpíada é capaz de consolidar o aprendizado realizado em sala de aula, repercute externamente e dá visibilidade ao trabalho desenvolvido dentro das escolas. Para o ensino de língua portuguesa, ter um ponto de chegada como a Olisp, ajuda no processo de construção do hábito de leitura”, completa.


Jales também aderiu ao projeto Escolas Olímpicas, iniciativa que conta com 150 unidades abertas aos sábados em todo o Estado e que oferece aulas preparatórias ministradas por professores da rede do componente curricular de matemática. “No início deste ano, quando começou o projeto na Escola Estadual Dom Artur Horsthuis [unidade escolhida para sediar as aulas em Jales], recebemos inscrições de muitos estudantes. Tínhamos uma lista de espera de mais de 100 alunos de cada nível. Muitos moram em cidades distantes, chegam mais cedo e vão embora mais tarde e, mesmo assim, persistiram até o final do ano nas aulas”, explica Rosilaine Sanches Martins, professora especialista de currículo de matemática, também da URE de Jales. Só na escola Artur Horsthuis, já foram entregues 119 medalhas entre 2024 e 2025.

“Em um país onde a matemática possui índices baixos de aprendizagem e é vista como uma vilã pela população em geral, as olimpíadas nessa área trouxeram um novo olhar para a matemática, despertou o gosto de muitos alunos por esse componente, envolve e dá oportunidade de crescimento aos que já interessavam por ela”, finaliza a professora.

Coragem para fazer o impossível: São Paulo na Direção Certa

Nos últimos 3 anos, o Governo de São Paulo atuou com coragem para enfrentar gargalos históricos, retomando obras inacabadas e implementando projetos históricos e inéditos que vão deixar legado para a população. Os resultados antes considerados impossíveis saíram do papel para fazer a diferença: a entrega da primeira etapa do Rodoanel Norte, o funcionamento da Linha 17-Ouro de metrô prevista para março, o início do projeto do Túnel Imerso Santos-Guarujá, o fim da Cracolândia no centro da capital, a inclusão de 2 milhões de pessoas na rede de água e outras 3 milhões com esgoto tratado após a desestatização da Sabesp, as 76 mil casas próprias entregues e outras 110 mil em produção, o recorde de 3,5 milhões de cirurgias eletivas na saúde, os R$ 8 bilhões investidos em 800 Santas Casas e instituições de saúde com a Tabela SUS Paulista, as 46 mil vagas em universidades com o Provão Paulista e 2 mil intercâmbios internacionais com o Prontos Pro Mundo, a menor taxa de homicídios da história e as quedas recordes em latrocínios e roubos em 2025, entre outros. Com coragem pra fazer o impossível, São Paulo segue na direção certa!

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