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Unidade Especializada em Pré-Natal de Alto Risco amplia cuidado com a saúde mental de gestantes

Serviço oferecido pelo Hospital de Emergência do Agreste é resultado da parceria entre as secretarias de Estado da Saúde e da Primeira Infância

Colaboração para o Jornal Online Alagoas
Por: Colaboração para o Jornal Online Alagoas Fonte: Secom Alagoas
30/01/2026 às 10h15
Unidade Especializada em Pré-Natal de Alto Risco amplia cuidado com a saúde mental de gestantes
Gestantes atendidas pela Uepnar participaram de palestra na sala de espera do HEA, dentro da programação do Janeiro Branco - Tony Medeiros / Ascom HEA
Tony Medeiros / Ascom HEA

A Unidade Especializada em Pré-Natal de Alto Risco (Uepnar) desenvolveu, ao longo do mês de janeiro, uma série de atividades voltadas ao cuidado com a saúde mental das gestantes atendidas pelo serviço. A programação integrou as ações do Janeiro Branco e incluiu palestras, rodas de conversa e a entrega de brindes com mensagens direcionadas ao acolhimento emocional das pacientes.

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Instalada na estrutura do Hospital de Emergência do Agreste (HEA), em Arapiraca, a Uepnar é referência para o atendimento de gestantes de alto risco na II Macrorregião de Saúde de Alagoas, que reúne 46 municípios do Agreste, Sertão e Baixo São Francisco. O serviço é resultado da parceria entre as secretarias de Estado da Saúde (Sesau) e da Primeira Infância (Secria).



De acordo com a enfermeira Taylane Araújo, coordenadora da Uepnar, o cuidado com a saúde mental faz parte da rotina do serviço durante todo o ano, mas ganha atenção especial no mês de janeiro.

“A gestação, por si só, já provoca mudanças importantes na vida da mulher. Quando falamos de alto risco, essa preocupação é ainda maior. Cuidar da mente é essencial para um pré-natal mais tranquilo e para um desfecho melhor”, explicou.

Segundo ela, o acolhimento diário tem impacto direto na vivência das gestantes. “Uma conversa, um olhar e a escuta mudam o dia, a semana e até a forma como essa mulher enfrenta a gestação”.



Entre as pacientes atendidas está Maria Josiele de Oliveira, de 33 anos, moradora da comunidade Terra Nova, em São Sebastião. Mãe de Flávia, de oito anos de idade, ela está na terceira gestação e chegou à Uepnar por apresentar diabetes e pressão alta.

A perda de um bebê nos meses iniciais da gravidez anteriormente e a morte do pai, há cerca de um ano, marcaram um período de fragilidade emocional, intensificado pelas mudanças provocadas pela gestação de alto risco. “Hoje foi a minha primeira vez aqui e está sendo ótimo. A equipe é muito atenciosa, pergunta bastante e atende a gente como se estivesse em casa”, relatou. Maria Josiele também destacou a importância das atividades do Janeiro Branco. “Na gestação a gente fica mais sensível. Ouvir essas orientações ajuda muito”, disse.

O psicólogo Wagner Silva, que integra a equipe da Uepnar, explica que a gestação já carrega uma carga emocional significativa, ampliada nos casos de alto risco. “O medo, a ansiedade e a insegurança aparecem com mais intensidade. Nosso trabalho é ajudar essas mulheres a entender que o que estão vivendo pode ser cuidado, com acompanhamento e informação”, afirmou.

Segundo ele, as ações em sala de espera consolidam o vínculo com as pacientes. “Elas percebem que o cuidado é ampliado, envolvendo diferentes profissionais e olhando para a mulher de forma integral”.


Outro tema abordado durante as atividades foi o baby blues, apresentado pela enfermeira Suzana Dantas. Ela alertou para os sinais mais comuns no pós-parto, como tristeza, irritabilidade e choro fácil. “Até duas semanas após o parto, essas alterações podem acontecer. Se persistirem, é fundamental buscar ajuda. Ter uma rede de apoio faz toda a diferença nesse período. Informar é uma forma de cuidado e prevenção”, explicou.

A percepção positiva sobre o serviço também foi relatada por Sthefany Correia, de 28 anos, professora de educação infantil e fotógrafa. Grávida de seis meses, ela veio de Piranhas após dois abortos em 2024 e o diagnóstico de trombofilia. “Quando a gente escuta ‘alto risco’, imagina algo muito pesado. Eu cheguei com medo, mas fui acolhida com sorriso no rosto. Isso muda completamente a forma como a gente se sente”, contou.



Sthefany esteve acompanhada do esposo, Ricardo, técnico de enfermagem. Para ele, a presença do pai faz parte do cuidado com a esposa e com a bebê. “Já tivemos perdas e esse é um momento delicado. Estar com ela é um dever meu. Isso ajuda na saúde física e emocional dela e da nossa filha, Maria Lavínia”, afirmou.

Ricardo destacou ainda que o apoio familiar reduz o impacto do tratamento fora do município de origem e traz mais segurança para a gestante durante todo o acompanhamento.

Para a diretora-geral do Hospital de Emergência do Agreste, a fonoaudióloga Bárbara Albuquerque, as ações desenvolvidas na Uepnar evidenciam a dedicação da instituição com o cuidado integral. “O Janeiro Branco chegou à Uepnar e também a outros setores do hospital. Salvar vidas passa, necessariamente, por cuidar das pessoas como um todo. Temos profissionais comprometidos, que entendem que acolhimento, escuta e atenção fazem parte da assistência em saúde”, destacou.

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