
A hipertensão arterial é uma doença silenciosa e, justamente por isso, perigosa. Na maioria dos casos, a pressão alta não provoca sintomas, o que faz com que muitas pessoas convivam com o problema sem saber, mantendo hábitos prejudiciais à saúde e aumentando o risco de complicações graves, como infarto, AVC e insuficiência renal.
Diante disso, o Hospital Metropolitano de Alagoas reforça a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do cuidado contínuo com a saúde do coração, orientando a população a buscar atendimento médico regular e adotar hábitos de vida mais saudáveis.
De acordo com o cardiologista Yuri Tenório, do Hospital Metropolitano de Alagoas (HMA), a ausência de sintomas não significa ausência de doença. “Só porque o paciente não sente nada, não quer dizer que esteja saudável. A hipertensão precisa ser diagnosticada e acompanhada, porque quando é negligenciada, pode trazer consequências sérias ao longo dos anos”, alerta.
O especialista reforça que a realização de check-ups periódicos é fundamental para identificar precocemente a elevação da pressão arterial. “Fazer a avaliação médica e iniciar o tratamento adequado pode garantir muitos anos a mais de vida, prevenindo danos ao coração e a outros órgãos”, destaca.
Alimentação e atividade física fazem a diferença
Quando o assunto é alimentação, o cardiologista explica que o controle do sal vai além de tirar o saleiro da mesa. “Muitos alimentos já têm sal embutido, como mortadela, presunto e produtos industrializados. Retirar apenas o sal que se coloca na comida não é suficiente. É preciso controlar o consumo total de sódio”, orienta.
Outro ponto essencial no controle da hipertensão é a prática regular de atividade física. Segundo Yuri Tenório, não basta se exercitar de forma esporádica. “A recomendação é de, pelo menos, 150 minutos semanais de atividade física moderada. Caminhar hoje e só repetir daqui a duas semanas não traz benefício algum para a saúde cardiovascular”, explica.
Nada de automedicação
O cardiologista também faz um alerta importante sobre a automedicação, prática ainda comum entre pessoas com pressão alta. “Muitos pacientes tomam remédios por indicação de amigos, familiares ou até por propaganda. Cada organismo é único. O que funciona para uma pessoa pode causar efeitos colaterais graves em outra”, ressalta.
Para o especialista, o acompanhamento médico é indispensável para definir o tratamento mais seguro e eficaz para cada paciente. “O coração acompanha a pessoa por toda a vida. Não vale a pena colocar essa história em risco”, finaliza.