
O Complexo de Doenças Infectocontagiosas Dr. Clementino Fraga passou a adotar uma solução moderna e eficiente para qualificar o cuidado aos pacientes: o uso de tags de identificação para oxigenoterapia e mobilidade, que funcionam como sinalizadores visuais à beira do leito. A iniciativa, que começou em setembro na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), apresentou resultados expressivos e agora está sendo expandida para todos os leitos da unidade.
Na prática, as tags permitem que toda a equipe de saúde visualize, de forma imediata, informações essenciais sobre as necessidades de cada paciente, tornando o cuidado mais ágil, seguro e individualizado.
Em apenas quatro meses de aplicação na UTI, os profissionais observaram avanços importantes no acompanhamento respiratório, especialmente no processo de retirada gradual da ventilação mecânica. “Ao identificar com rapidez a necessidade real de suporte respiratório, a equipe consegue acelerar a desospitalização, garantindo que o paciente retorne para casa de forma segura e mais breve”, explicou a fisioterapeuta Sayonna Gomes.
A oxigenoterapia, que é a administração de oxigênio suplementar a pacientes com dificuldade respiratória, passa a ser monitorada com mais precisão por meio das tags. Isso permite corrigir a hipoxemia (redução da quantidade de oxigênio no sangue arterial) e reduzir o esforço do sistema cardiopulmonar, evitando tanto a falta quanto o excesso de oxigênio.
Além do cuidado respiratório, a ferramenta também contribui diretamente para o acompanhamento da mobilidade dos pacientes. “Se em um dia o paciente já está sentando sozinho e conseguindo se levantar e no dia posterior ele não consegue mais fazer isso, a equipe observa com mais agilidade e pode verificar o que está acontecendo e aplicar os cuidados de forma prática e rápida”, destacou a fisioterapeuta.
De acordo com a coordenadora de fisioterapia do hospital, Laryssa Marcela, as tags permitem identificar rapidamente condições clínicas específicas, como a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), o que orienta a conduta correta da equipe.
“Além do aspecto técnico respiratório, a sinalização auxilia toda a equipe multiprofissional em atividades cotidianas, como o banho. Através das tags, os profissionais sabem de antemão se o paciente necessita de auxílio físico ou de equipamentos de apoio, como cadeiras, prevenindo quedas e outros incidentes hospitalares”, explicou.
Segundo a coordenadora, a iniciativa integra um conjunto de ações que buscam humanizar a assistência, promover conforto e acelerar a recuperação.
“Temos que ver o paciente como um ser integral, que tem várias necessidades. Na fisioterapia, temos projetos que tiram o paciente do leito, como o Novos Ares, que leva quem está na UTI para ‘passear’ no hospital e ver os jardins. Temos ainda o Fisioterapia em Movimento, que leva o paciente para fazer exercícios ao ar livre. Tudo isso ajuda não só a mobilidade do corpo, mas também no bem-estar”, concluiu.




