
Dois professores que atuam na rede estadual de Alagoas foram selecionados para participar da Escola Sirius para Professores do Ensino Médio, a ESPEM, que em 2026 aconteceu em sua 8º edição. Gesika Matias e Jacques Tenório participaram de uma seleção que contou com 624 professores das áreas de Ciências da Natureza (biologia, física e química), entre os quais 60 foram selecionados.
A professora Gesika Matias, leciona Biologia em duas escolas da cidade de Rio Largo, a Escola Estadual Fernandina Malta e a Escola Estadual João Morais Cavalcante. Para ela, participar da ESPEM foi uma experiência indescritível: “Fique extremamente feliz pela oportunidade de conhecer as pesquisas que são realizadas em nosso país, muitas pessoas não imaginam o quanto a ciência brasileira é importante para o desenvolvimento de medicamentos e tecnologias diversas. Além disso, tive a oportunidade de conhecer outros professores de todo o Brasil, de trocar experiências e participar de oficinas para aprimorar minhas dinâmicas e planejamentos em sala de aula”.
A ESPEM é uma imersão que dura seis dias e acontece no CNPEM (Centro Nacional de Pesquisa em Energias e Materiais) em Campinas, SP, em parceria com a Sociedade Brasileira de Física (SBF) e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Este ano o evento aconteceu entre os dias 12 e 17 de janeiro e integrou uma programação repleta de palestras, oficinas, mesas redondas e visitas. Além de uma programação recheada, a ESPEM tem como foco a vivência no SIRIUS, maior acelerador de partículas da América Latina, estrutura que permite a realização de pesquisas em diversas áreas de conhecimento e a investigação de estruturas biológicas e de materiais avançados.
É realmente significativo um programa de formação para professores do ensino médio que busca integrar e estreitar laços entre a ciência e a sala de aula, possibilitando que resultados de pesquisas brasileiras cheguem aos interiores e não fiquem restritos aos centros urbanos. E, que para além disso, torna possível aos nossos alunos enxergar como a ciência é realizada no Brasil.

Foto: Gesika Matias