
O programa SuperAção SP segue avançando em São Vicente, na Baixada Santista, com a atuação direta de agentes em bairros prioritários do município. A iniciativa tem como objetivo conectar famílias em situação de vulnerabilidade social a políticas públicas, programas sociais, atendimento socioassistencial e oportunidades de qualificação profissional e inserção no mercado de trabalho.
O trabalho é baseado na busca ativa de famílias já inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) . Os agentes realizam visitas domiciliares, levando o atendimento diretamente às residências, sem a necessidade de deslocamento até unidades da assistência social.
Os profissionais elaboram, em conjunto com as famílias, planos de desenvolvimento individualizados , além de promover encaminhamentos para serviços, programas e oportunidades de emprego e geração de renda, apoiando o fortalecimento da autonomia familiar. Cada agente acompanha, em média, ao menos 20 famílias por mês, com visitas semanais, quinzenais ou mensais, conforme a necessidade de cada caso.
A definição dos bairros prioritários foi realizada em parceria com a equipe municipal de assistência social, considerando indicadores de vulnerabilidade e a necessidade de fortalecimento do acompanhamento familiar. O número de agentes foi definido de acordo com a estrutura do município, garantindo presença contínua nos territórios atendidos.
Em São Vicente, o trabalho dos agentes parte dos CRAS São Vicente e Jóquei Clube, com visitas domiciliares realizadas nos bairros Catipoã, Centro, Ilha do Bugre, Japuí, Jardim Independência, Jardim Recanto, Jóquei Clube, Parque Bitaru, Parque São Vicente, Sá Catarina de Moraes, Sambaiatuba e Vila Valença
O público-alvo do SuperAção SP são famílias em situação de vulnerabilidade social que atendam aos seguintes critérios:
O programa se baseia em duas trilhas de atendimento . A primeira, de Proteção Social, é voltada a famílias com maiores dificuldades de inclusão produtiva, como dependência de cuidados, idade avançada ou situação de rua. Já a trilha de Superação da Pobreza atende famílias com perfil ativo para a inserção ao mundo do trabalho.
A diferença entre as duas modalidades também aparece na forma de acompanhamento: enquanto na Trilha de Proteção Social o atendimento especializado é feito pelas equipes técnicas dos municípios, na trilha de Superação da Pobreza o foco está nas visitas domiciliares e no acompanhamento individualizado e personalizado realizado pelos agentes.
Cada núcleo familiar terá um plano personalizado, que envolve auxílios financeiros, bonificações por metas cumpridas e acesso facilitado a políticas públicas nas áreas de saúde, educação, habitação, assistência social e geração de renda. As famílias serão acompanhadas durante dois anos, com monitoramento adicional de seis meses para avaliação dos avanços.