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Dez florestas protegidas liberam mais carbono do que absorvem

Relatório foi divulgado pela Unesco

Colaboração para o Jornal Online Alagoas
Por: Colaboração para o Jornal Online Alagoas Fonte: EBC
29/10/2021 às 18h20
Dez florestas protegidas liberam mais carbono do que absorvem
© Marcelo Camargo/Agência Brasil

A degradação pela atividade humana e as mudanças climáticas são responsáveis por transformar dez das florestas mais protegidas do mundo em emissoras de carbono. A informação faz parte de relatório divulgado nesta sexta-feira (29) pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco). 

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O documento aponta que, ao invés de auxiliar no combate ao aquecimento global, há ecossistemas que se tornaram fontes de emissão de carbono. Segundo o estudo, dez florestas protegidas emitiram mais carbono do que absorveram nos últimos 20 anos.

De acordo com as descobertas da Unesco, a ação humana é a principal causa. Em alguns locais, o desmatamento para a agricultura fez com que as emissões de CO2 fossem maiores do que a absorção. 

A crescente escala dos incêndios florestais, muitas vezes associados a severos períodos de seca, também foi um fator predominante em vários casos. Outros fenômenos climáticos extremos, como furacões, contribuíram em certos locais.

Confira a lista de florestas:

1. Patrimônio da Floresta Tropical de Sumatra, Indonésia

2. Reserva da Biosfera do Rio Plátano, Honduras

3. Parque Nacional de Yosemite, Estados Unidos

4. Parque Internacional da Paz Waterton-Glacier, Canadá e Estados Unidos

5. Montanhas Barberton Makhonjwa, África do Sul

6. Parque Kinabalu, Malásia

7. Bacia de Uvs Nuur, Rússia e Mongólia

8. Parque Nacional do Grand Canyon, Estados Unidos

9. Área de Grandes Montanhas Azuis, Austrália

10. Parque Nacional Morne Trois Pitons, Dominica

O levantamento mostrou ainda que a rede de 257 florestas do Patrimônio Mundial da Unesco em todo o mundo removeu, ao todo, 190 milhões de toneladas de carbono da atmosfera todos os anos. O número representa aproximadamente a metade do carbono emitido apenas pelo Reino Unido no mesmo período. Esse conjunto de florestas ocupam uma área de 69 milhões de hectares, ou duas vezes o tamanho da Alemanha.

Na América Latina, a agência chama a atenção para importantes perdas na região do Chaco na Argentina, Bolívia, Brasil e Paraguai. O estudo alerta para a pior seca em mais de 50 anos no local, que está colocando a subsistência e a vida de milhões em risco. Este ano, o Rio Paraná, segundo maior da América do Sul secou, de acordo com a Unesco.

A perda de florestas também é um fator que contribui para a liberação de dióxido de carbono. De acordo com um relatório da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), na América Latina, entre 2000 e 2016, quase 55 milhões de hectares de floresta foram destruídos. Parte dessa perda ocorreu por causa de incêndios descontrolados. Esse número representa 91% da perda total de florestas do mundo. 

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