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Presidente do TSE diz não ter sinais de interferência estrangeira e registra substituição de 1.121 urnas

Presidente do TSE informou ainda que 1.121 urnas foram substituídas e afirmou que votação transcorre com normalidade

Colaboração para o Jornal Online Alagoas
Por: Colaboração para o Jornal Online Alagoas Fonte: Agência Câmara
04/10/2026 às 16h28

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, afirmou, em entrevista coletiva neste domingo (4), que não há indícios concretos de interferência estrangeira no processo eleitoral.

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Nunes Marques disse que as equipes do tribunal responsáveis pelo monitoramento de riscos internacionais não identificaram esse tipo de interferência. Segundo o ministro, também não havia, até aquele momento, relatório da Polícia Federal, da Abin ou de outros setores que trabalham em parceria com o tribunal apontando risco relacionado ao tema.

“Até o momento, não temos nenhum indicativo concreto de interferência internacional”, afirmou.

Urnas substituídas
Nunes Marques também informou que 1.121 urnas eletrônicas haviam sido substituídas durante a votação, o que corresponde a 0,2% do total. Segundo ele, não houve votação manual no país.

Oscilações no fornecimento de energia estiveram entre as principais causas das substituições. O TSE informou que no Paraná, onde houve problemas no fornecimento de energia após fortes chuvas e ventos, geradores e baterias foram suficientes para concluir a votação e a transmissão dos dados.

O ministro disse que a troca das urnas não compromete a votação. De acordo com ele, quando uma urna apresenta problema, a votação continua em outro equipamento e os votos registrados são apurados da mesma forma que os inseridos na urna substituta.

“Não tivemos nenhum problema significativo em relação às informações”, destacou.

Desinformação
Sobre a circulação de conteúdos falsos, o presidente do TSE afirmou que a maior parte das informações identificadas ao longo do dia já era conhecida, mapeada e monitorada pelo tribunal.

Desde 16 de agosto, segundo os dados apresentados pelo ministro, haviam sido registradas cerca de 2.800 ocorrências relacionadas à desinformação. Até as 13h daquele domingo, havia 453 apontamentos.

"A maioria dos conteúdos que circulam ou que circularam no dia de hoje já são conteúdos conhecidos, mapeados e identificados. Praticamente não tivemos conteúdos novos e conteúdos graves que pudessem trazer qualquer desequilíbrio ao pleito", disse o presidente do TSE.

Crime eleitoral
O ministro informou ainda que, segundo balanço parcial, 59 pessoas haviam sido conduzidas por suspeita de prática de crime eleitoral, sendo 25 em situação de flagrante.

"Mais de R$ 380.000 em espécie foram apreendidos hoje e somam em espécie mais de R$ 30 milhões de janeiro para cá", informou Nunes Marques.

Sobre o deslocamento dos eleitores, Nunes Marques afirmou que o trabalho preventivo realizado pela Justiça Eleitoral havia evitado problemas maiores, especialmente nas regiões Norte e Sul. Afirmou ainda que não houve situações de inundação ou alagamento que impedissem ou dificultassem o deslocamento dos eleitores.

Eventual judicialização
Questionado sobre a possibilidade de candidatos contestarem o resultado das eleições, o presidente do TSE afirmou que há uma tradição de judicialização no país e que seria de se esperar que candidatos a diferentes cargos recorressem à Justiça para apresentar questionamentos.

Ele citou, como exemplos, processos relacionados ao abuso de poder político e econômico. Nunes Marques, porém, diferenciou eventuais questionamentos sobre o resultado eleitoral de dúvidas quanto ao sistema eletrônico de votação e à condução das eleições.

Segundo o ministro, o trabalho do TSE contou com a participação de órgãos governamentais e da sociedade civil no acompanhamento do processo eleitoral. Ele afirmou que, até aquele momento, o sistema eletrônico de votação e a condução da eleição funcionavam com normalidade e transparência.

Sobre uma eventual tensão entre o TSE e o Supremo Tribunal Federal em caso de judicialização, Nunes Marques afirmou preferir não comentar e disse que, caso haja judicialização, os magistrados não devem fazer comentários sobre os processos.

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