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Professores bolsistas de Alagoas denunciam calote de quatro meses na educação profissional

Greve de professores ameaça reta final do ano letivo no 4º bimestre

Colaboração para o Jornal Online Alagoas
Por: Colaboração para o Jornal Online Alagoas Fonte: Redação
16/10/2026 às 03h51 Atualizada em 16/10/2026 às 04h22
Professores bolsistas de Alagoas denunciam calote de quatro meses na educação profissional
Foto: Reprodução da internet

Professores bolsistas da rede pública estadual de Alagoas subiram o tom contra o Governo do Estado para denunciar uma grave crise administrativa que se arrasta há 4 meses referente ao primeiro bimestre de 2026. De acordo com os profissionais, o Executivo estadual não repassa os recursos financeiros e ignora cobranças fundamentais da categoria, como o pagamento de reposições salariais e de valores residuais pendentes.

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Os educadores apontam que o problema central está na falta de resolutividade do setor de Recursos Humanos. Além disso, alegam o completo travamento de processos dentro do Sistema Eletrônico de Informações (SEI), plataforma oficial de gestão de documentos do estado. Segundo os relatos, as solicitações e trâmites de pagamento que correm pelo sistema digital simplesmente não avançam, configurando o que chamam de descaso administrativo.

Falta de estrutura ameaça cursos técnicos e intercâmbios

A insatisfação da categoria vai muito além do atraso financeiro. Os docentes que atuam no desenvolvimento da educação profissionalizante no estado de Alagoas alertam para o sucateamento estrutural e a paralisia pedagógica.
Entre as principais queixas apresentadas à imprensa, os professores destacam:
  • Abandono no transporte de intercâmbio: A falta de apoio do Estado tem prejudicado a mobilidade dos estudantes e o andamento de projetos integradores de intercâmbio.
  • Defasagem técnica: Escolas da rede estadual sofrem com a falta de estrutura técnica mínima, impossibilitando aulas práticas essenciais para a formação técnica de nível médio.
  • Inércia em parcerias: A ausência de articulação em parcerias público-privadas eficazes tem inviabilizado as etapas finais para a conclusão dos cursos técnicos por parte dos estudantes. 

Os professores bolsistas reforçam que a permanência dessa situação coloca em xeque o ano letivo e o futuro acadêmico e profissional de milhares de alunos alagoanos e submete a categoria a condições severas de vulnerabilidade socioeconômica. Até o momento da publicação desta reportagem, a Secretaria de Estado da Educação de Alagoas (Seduc) não havia se manifestado oficialmente sobre a regularização dos pagamentos e os problemas apontados no SEI.

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