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Mulheres negras são maioria das vítimas de feminicídio e as que mais sofrem com desigualdade social

Paulo Sérgio/Câmara dos Deputados Deputada Tia Eron (E) e ministro Benedito Gonçalves, do STJ, durante comissão geral A Câmara dos Deputados real...

Colaboração para o Jornal Online Alagoas
Por: Colaboração para o Jornal Online Alagoas Fonte: Agência Câmara de Notícias
30/11/2021 às 17h10

A Câmara dos Deputados realizou uma comissão geral nesta terça-feira para discutir a desigualdade e a violência contra a mulher negra no Brasil. O secretário nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Paulo Roberto, destacou que, das 1.350 mortes por feminicídio em 2020, a maioria foi de mulheres negras:

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“Ninguém nasce racista, isso é uma construção social. E, se foi construído, nós podemos destruir. É isso que nos alenta. Nós podemos destruir com atitudes para afastar essa questão cultural. Investir nas novas gerações para que seja risível em pouco tempo falar em racismo", disse.

A secretária de Segurança Pública da Bahia, Denice Santiago, afirmou que, durante a pandemia, a cada oito minutos uma mulher sofre violência e mais da metade são negras. Anielle Franco – irmã da vereadora Marielle Franco, assassinada em março de 2018 – destacou a morte por balas perdidas de mais de 15 gestantes durante a pandemia no Rio de Janeiro.

Soraya Mendes alertou para os abortos inseguros e o racismo estrutural
Soraya Mendes alertou para os abortos inseguros e o racismo estrutural - (Foto: Paulo Sérgio/Câmara dos Deputados)

Aborto inseguro
Para a jurista Soraya Mendes, muitas grávidas negras também morrem por causa de abortamentos inseguros. Ela destacou, além disso, o caso de Luciana Barbosa, lésbica negra que foi assassinada em 2016 por policiais militares. E explicou que o caso foi considerado pela Organização das Nações Unidas (ONU) como um exemplo de racismo estrutural.

A deputada Vivi Reis (Psol-PA) apontou a desigualdade de condições das mulheres negras no país: “Nós precisamos analisar hoje o quanto as mulheres negras ainda estão trabalhando nas casas das pessoas brancas. Ainda estão nos trabalhos de baixa remuneração, ainda estão fora dos espaços da universidade.”

A ativista cultural Beth de Oxum criticou o conteúdo de programas da TV aberta que, segundo ela, tratam as religiões de origem africana de maneira discriminatória.

A deputada Tia Eron (Republicanos-BA), que presidiu a sessão, disse que o importante é fazer o combate ao racismo todos os dias.

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