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Paim pede urgência para projeto que pune salários diferenciados para homens e mulheres

O senador Paulo Paim (PT-RS) cobrou da Câmara dos Deputados, em pronunciamento nesta terça-feira (8), a votação do projeto que altera a Consolidaçã...

Colaboração para o Jornal Online Alagoas
Por: Colaboração para o Jornal Online Alagoas Fonte: Agência Senado
08/03/2022 às 19h20
Paim pede urgência para projeto que pune salários diferenciados para homens e mulheres
O senador Paulo Paim (PT-RS) cobrou da Câmara dos Deputados a votação do projeto - Jefferson Rudy/Agência Senado

O senador Paulo Paim (PT-RS) cobrou da Câmara dos Deputados, em pronunciamento nesta terça-feira (8), a votação do projeto que altera a Consolidação das Leis do Trabalho para estabelecer multa às empresas que pagarem salários diferenciados para homens e mulheres que desempenharem a mesma função (atual PL 1558/2021 na Câmara dos Deputados, ou PLC 130/2011, no Senado).

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Na opinião de Paulo Paim, a aprovação desse projeto vai representar uma reparação histórica no que se refere à desigualdade entre os gêneros.

— A diferença salarial entre homens e mulheres que exercem a mesma função no mercado de trabalho chega a 70%. A diferença salarial ainda é maior no caso das mulheres negras. A mulher ainda tem jornada dupla, pois ela é responsável, nos dias do hoje, como foi no passado, pelos afazeres domésticos — disse.

Paim também chamou a atenção para um dado divulgado pela ONU-Mulheres, agência da Organização das Nações Unidas dedicada à igualdade de gênero: se a situação continuar como está, serão necessários 250 anos para haver a equiparação salarial entre homens e mulheres.

Outros problemas que afligem mais as mulheres que os homens, nesse tempo de pandemia, acrescentou Paim, são o desemprego e a violência. Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, uma em cada quatro mulheres afirmaram ter sofrido algum tipo de violência durante a crise sanitária.

— Com a pandemia, aumentaram os casos de feminicídio no Brasil. 61% das vítimas são negras, em 88,8% dos casos, o autor das agressões foi o companheiro ou ex-companheiro, 66% foram mortas dentro da própria casa — informou Paim.

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