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Câmara celebra os 100 anos da seleção brasileira de basquete

Pablo Valadares/Câmara dos Deputados Felipe Carrerras (C): o esporte pode transformar a vida dos jovens A Câmara dos Deputados celebrou nesta seg...

21/11/2022 às 19h45 Atualizada em 22/11/2022 às 06h32
Por: Colaboração para o Jornal Online Alagoas Fonte: Agência Câmara de Notícias
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Felipe Carrerras (C): o esporte pode transformar a vida dos jovens - (Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados)
Felipe Carrerras (C): o esporte pode transformar a vida dos jovens - (Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados)

A Câmara dos Deputados celebrou nesta segunda-feira (21), em sessão solene, os 100 anos da seleção brasileira de basquete. O evento contou com a presença de grandes nomes da modalidade, como os campeões pan-americanos de 1987 Oscar Schmidt, Cadum Guimarães e Pipoka Vianna; a campeã mundial Alessandra Oliveira; e o ex-técnico da seleção masculina Cláudio Mortari; entre outros.

Idealizador da homenagem, o deputado Felipe Carreras (PSB-PE) criticou a atual desvalorização do basquete no Brasil e lembrou que o esporte possui um grande potencial econômico e social para mudar a vida dos jovens brasileiros.

“O basquete brasileiro merece muito mais. O País vive um momento de acirramento político, e aqui, na Casa do povo e da democracia, a gente tem de fazer justiça com essa modalidade. Em uma nação com tanta desigualdade, é um esporte que pode oportunizar jovens que muitas vezes não têm direito de sonhar com uma vida digna”, declarou.

O Brasil possui cinco medalhas olímpicas no basquete (três bronzes entre os homens; e uma prata e um bronze entre as mulheres), além de já ter sido campeão mundial três vezes: uma vez com o time feminino, em 1994; e em duas ocasiões com o masculino, em 1959 e em 1963.

O deputado Julio Cesar Ribeiro (Republicanos-DF) disse que espera o fortalecimento do esporte para os próximos Jogos Olímpicos, em 2024, em Paris, com a ajuda da Confederação Brasileira de Basquete (CBB).

Apoio
O presidente da CBB, Guy Peixoto, afirmou que vai trabalhar para que o basquete brasileiro continue o caminho de conquistas que teve no último século.

“Claro que um dos momentos mais emocionantes de um atleta é cantar o Hino Nacional em uma competição onde a gente vai colocar a medalha de ouro no peito”, comentou. “Estou presidente da confederação, e uma certeza que levo comigo todos os dias é que pessoas passam e o basquete fica. E só é possível fazê-lo com parceiros, além de todo o suporte que recebemos do governo federal.”

Cidadania
Para a ex-jogadora Alessandra Oliveira, campeã mundial em 1994 e medalhista olímpica (prata) em 1996, foi o basquete que desenvolveu sua consciência de cidadania.

“Eu nunca pensei em jogar basquete, nunca pensei que eu ia para uma seleção brasileira. Agradeço ao basquete e ao professor da escola que me incentivou e me mostrou que o basquete podia mudar a minha vida”, declarou. “E o mais importante: ser uma atleta de alto nível é importante, mas primeiramente ser uma boa cidadã, e o basquete me levou a isso e ao mundo”, acrescentou.

Já o eterno “Mão Santa”, Oscar Schmidt, contou que começou no basquete em Brasília, jogando pelo Unidade Vizinhança, aos 13 anos de idade. Maior pontuador da história da modalidade, Oscar classificou sua trajetória como “um conto de fadas”, e a seleção passou a ser seu grande sonho.

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