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Girão cobra informações sobre viagem de ministros do STF aos Estados Unidos

O senador Eduardo Girão (Podemos-CE) informou em pronunciamento nesta terça-feira (22) que a Comissão de Transparência, Fiscalização e Controle (CT...

22/11/2022 19h20 Atualizada há 5 dias
Por: Colaboração para o Jornal Online Alagoas Fonte: Agência Senado
Girão: o povo brasileiro tem o direito de saber como e quem está pagando a conta da viagem dos ministros do STF a Nova Iorque - Waldemir Barreto/Agência Senado
Girão: o povo brasileiro tem o direito de saber como e quem está pagando a conta da viagem dos ministros do STF a Nova Iorque - Waldemir Barreto/Agência Senado

O senador Eduardo Girão (Podemos-CE) informou em pronunciamento nesta terça-feira (22) que a Comissão de Transparência, Fiscalização e Controle (CTFC) aprovou requerimento para obter informações sobre as despesas de viagens de seis ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para participarem de evento em Nova Iorque, nos Estados Unidos, na semana passada.

— Com passagem, hospedagem em hotel de luxo, com diárias caríssimas, com direito a um requintado jantar pago por dono de banco envolvido em crimes financeiros. O povo brasileiro tem o direito de saber como e quem está pagando essa conta — cobrou.

Ele lamentou que nos últimos dois anos foram realizadas várias viagens "altamente questionáveis" dos ministros da Suprema Corte à Europa e aos Estados Unidos, ao mesmo tempo em que eles têm recusado todos os convites para virem ao Senado explicar sua atuação.

Segundo Girão, os magistrados do STF participaram em Nova Iorque de evento voltado a debater democracia e liberdade. Na opinião dele, chama a atenção o fato de o encontro tratar justamente de um tema que, ultimamente, não tem sido respeitado pelos ministros e que tem deixado os brasileiros "estarrecidos".

O senador se referiu ao que, segundo ele, pode ser caracterizado como "escalada autoritária" do ministro Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em decisões que impõem censura prévia a veículos de comunicação, cerceamento da liberdade de expressão e bloqueio de contas de empreendedores que criticaram o processo eleitoral do país, "impedindo que se possa dizer a verdade sobre os crimes praticados no governo do PT".

O parlamentar ainda criticou o ministro Luís Roberto Barroso por usar uma "gíria normalmente usada por marginais, quando realizam algum delito", ao ser questionado por um brasileiro nas ruas de Nova Iorque. Diante das críticas dessa pessoa, disse Girão, Barroso respondeu "perdeu, mané! Não amola!". Para o senador, esse foi um dos acontecimentos mais deploráveis da viagem dos ministros. Barroso, ainda por cima, teria jantado nesse dia com um advogado do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva.

— Esse lamentável episódio pode simbolizar o desprezo que ministros dispensam a milhões de brasileiros, que sustentam com seus impostos caríssimos, com o suor do trabalhador e de empreendedores, o TSE e o Supremo Tribunal Federal.

Girão voltou a cobrar da casa do exame de 26 pedidos de impeachment de Moraes, mas que pelo menos ele venha ao Senado debater o processo eleitoral.

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