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Varejo deve aproveitar queda do diesel para reduzir custos

Massimo Consulting alerta que a redução não é automática e pode ser vantajoso realizar novas concorrências e negociações

Colaboração para o Jornal Online Alagoas
Por: Colaboração para o Jornal Online Alagoas Fonte: Agência Dino
10/07/2023 às 13h15

Os varejistas estão diante de uma oportunidade de redução de custos logísticos com a queda do preço do diesel, que caiu 34% no acumulado dos últimos 12 meses, conforme dados de julho da Agência Nacional do Petróleo, Gás natural e Biocombustíveis (ANP). Como o diesel corresponde de 30% a 35% dos custos de transporte rodoviário de cargas no país, segundo a Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC & Logística), a possibilidade de renegociação do valor do frete pode beneficiar não só as empresas de varejo, mas também refletir no preço final do produto.

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Porém, os benefícios da redução de custos não são automáticos. Os preços dos transportes que foram definidos em contratos anteriores a 12 meses refletiam um diesel mais caro, mas, em geral, não há cláusulas de ajustes nos valores conforme a oscilação do combustível. Para Camila Affonso, sócia da Massimo Consulting, especializada no setor de Bens de Consumo, este é o momento ideal para as empresas revisarem negociações e realizarem concorrências abertas para a contratação de transportadoras.

“Renegociar com os atuais fornecedores tem a vantagem de manter uma equipe experiente naquela operação, mas a desvantagem de quedas menos expressivas nos preços. Por outro lado, ao realizar um bid e atrair diversas empresas interessadas no contrato, o varejista pode conseguir custos mais competitivos. Neste caso, precisará implementar a mudança de fornecedor, estabilizar a operação e desenvolvê-la até alcançar o ponto ideal”, explica Camila Affonso.

De acordo com a especialista, para elaborar um bid eficiente, é preciso observar as necessidades de cada tipo de varejista. “Não basta olhar para preço: dependendo do produto a ser transportado, é preciso atender a alguns requisitos de segurança ou ainda ter licenças específicas, como cargas refrigeradas ou produtos químicos. Além disso, marcas de alto valor agregado devem investir em uma logística que garanta o nível de serviço demandado. Por isso, o primeiro passo é mapear quais são os fornecedores de transporte que têm capacidade de atender aos requisitos da empresa”, detalha Camila Affonso.

De acordo com a sócia da Massimo Consulting, é fundamental ter uma metodologia apropriada para tornar o processo de bidding mais eficiente. Entre os pontos elencados por Camila Affonso, estão: reunir transportadoras capacitadas e aplicar questionários assertivos para se avaliar diversos itens que pontuarão para qualificar e ranquear os fornecedores participantes. O estudo avalia não apenas os custos e serviços incluídos, mas também a localização de armazéns, o que pode impactar diretamente no planejamento tributário, entre outros.

A atuação da Massimo abrange ainda a negociação (fase em que é fundamental o domínio da estrutura de custos logísticos), a elaboração de contratos e a implementação do novo fornecedor, da estabilização até o ramp up da operação. Além do transporte, a metodologia é válida também para BIDs de operador logístico e armazenagem, áreas em que a Massimo tem larga experiência no Brasil e na América Latina, com indicadores apropriados para cada região e melhores práticas de mercado.

“A isenção e o profundo conhecimento da operação, aliados ao entendimento de como esta se encaixa na estratégia de posicionamento do cliente, são os principais diferenciais da Massimo, cujo foco é oferecer a agilidade e a tranquilidade necessárias para este tipo de transição”, comenta Camila Affonso.

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