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Comissão debate vetos à lei do plano de recuperação do setor de eventos

O evento poderá ser acompanhado pela internet

Colaboração para o Jornal Online Alagoas
Por: Colaboração para o Jornal Online Alagoas Fonte: Agência Câmara de Notícias
28/06/2021 às 10h20
Comissão debate vetos à lei do plano de recuperação do setor de eventos
Foto: André Santos/Prefeitura de Uberaba-MG

A Comissão de Turismo da Câmara dos Deputados promove audiência pública na sexta-feira (2) para discutir os vetos à Lei 14.148/21, que cria o Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse), com medidas para compensar a perda de receita das empresas em razão da pandemia de Covid-19.

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O debate foi proposto pelo deputado Felipe Carreras (PSB-PE), autor, junto com outros oito deputados de diferentes partidos, do projeto que deu origem à lei (PL 5638/20).

A audiência está marcada para as 9 horas, no plenário 7.

Foram convidados para discutir o assunto com os parlamentares:
- o ministro do Turismo, Gilson Machado;
- o ministro da Economia, Paulo Guedes;
- o presidente da Associação Brasileira dos Promotores de Eventos (Abrape), Doreni Caramori Jr.;
- a presidente-executiva da Associação Brasileira de Resorts (ABR), representando o Grupo da cadeia do turismo G20+, Ana Biselli Aidar;
- a presidente da Associação Brasileira de Empresas de Eventos (Abeoc), Fátima Thereza Facuri;
- o presidente da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Carlos Ivan Simonsen Leal.

Vetos
A Lei que criou o Perse foi publicada no dia 4 de maio. O programa beneficia empresas que realizam ou comercializam eventos em geral (como shows, feiras de negócios e congressos), casas de espetáculos, buffets, casas noturnas, hotéis, agências de turismo e salas de exibição de cinema. Entre as medidas está a possibilidade, a critério do governo, de renegociação de dívidas tributárias e não tributárias, incluindo o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

O texto aprovado pelos deputados e senadores também previa uma série de medidas financeiras para apoiar o setor de eventos, como isenções tributárias por 60 meses e indenização para as empresas que tiveram queda de faturamento superior a 50%. Mas estes pontos foram vetados pelo presidente Jair Bolsonaro.

Também foi vetado o trecho que previa, para empresas do setor de eventos, a manutenção do Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda, que vigorou durante 2020. Ao todo, a lei sofreu nove vetos, que serão analisados em sessão do Congresso Nacional, a ser marcada.

"O Congresso foi sensível à crise oriunda da pandemia de Covid-19, em especial ao setor mais afetado pelas medidas de isolamento social impostas. Entendemos como um grande avanço a sanção da Lei 14.148/21, porém, necessitamos aprofundar nos pontos que foram vetados para instruir o parlamento sobre como se posicionar face a votação dos vetos", destaca Carreras.

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