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Ataque dos EUA demonstra ofensiva para fortalecer a extrema-direita

Avaliação é da professora de relações internacionais Clarissa Forner

Colaboração para o Jornal Online Alagoas
Por: Colaboração para o Jornal Online Alagoas Fonte: Agência Brasil
04/01/2026 às 11h16

O ataque militar dos Estados Unidos contra a Venezuela demonstra uma ofensiva do presidente Donald Trump para fortalecer a extrema-direita transnacional na América Latina. A avaliação é da professora Clarissa Nascimento Forner, do Departamento de Relações Internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

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Clarissa explica que a aproximação de governos que se posicionam mais à extrema-direita já vem sendo parte do projeto do governo Trump na região. “Por outro lado, [há] uma ofensiva clara a governos que se colocam na contramão dessas ideologias de extrema-direita.”

“Isso reafirma esse aspecto estratégico que a gente observa no Trumpismo, que é a articulação das redes transnacionais de extrema-direita. Portanto, fortalecendo a extrema-direita na região e enfraquecendo possíveis governos ou partidos de oposição”, explicou a professora.

Além disso, Clarissa Forner aponta que os Estados Unidos se reafirmam como um fator de instabilidade regional e global:

“Pensando no território venezuelano, agora a tendência é que a gente observe esse cenário de instabilidade interna necessariamente e que dificilmente vai se solucionar com um período de intervenção ou de administração militar pela parte norte-americana, conforme colocado pelo Trump na coletiva”, disse, ao se referir ao pronunciamento do presidente estadunidense , neste sábado (3).

Ela atribui ao governo Trump o modus operandi de produzir instabilidade como forma de viabilizar respostas que, muitas vezes, escapam à dimensão da legalidade:

“Então [há] o próprio uso da força e esse processo de sequestro do presidente Maduro e da sua esposa como sendo um exemplo desse tipo de ação que escapa a qualquer tipo de norma de legalidade e sendo legitimada por essa ideia de que há uma crise em curso, de que há um combate ao crime.”

A instabilidade sinaliza também, segundo Clarissa Forner, a potencialidade de futuras intervenções por parte dos Estados Unidos.

“Fica muito em aberto, no discurso da coletiva de imprensa, que a Venezuela não é o último caso, o último dos ataques possíveis, que há uma perspectiva de que outros casos possam a vir acontecer na região”, mencionou.

Entenda

O ataque dos Estados Unidos contra a Venezuela marca um novo episódio de intervenções diretas de Washington na América Latina. A última vez que os EUA invadiram um país latino-americano foi em 1989, no Panamá, quando os militares norte-americanos sequestraram o então presidente Manuel Noriega, acusando-o de narcotráfico.

Assim como fizeram com Noriega, os Estados Unidos acusam Maduro de liderar um suposto cartel venezuelano De Los Soles, sem apresentar provas. Especialistas em tráfico internacional de drogas questionam a existência desse cartel.

O governo de Donald Trump estava oferecia recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem à prisão de Maduro.

Para críticos, a ação é uma medida geopolítica para afastar a Venezuela de adversários globais dos Estados Unidos, como China e Rússia, além de exercer maior controle sobre o petróleo do país, que é dono das maiores reservas de óleo comprovadas do planeta.

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