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Governo de São Paulo mobiliza setores da sociedade civil pelo combate à violência contra a mulher

Objetivo é aproximar cidadãos, especialistas e entidades públicas para ouvir sugestões e construir políticas que reforcem a proteção às vítimas

Colaboração para o Jornal Online Alagoas
Por: Colaboração para o Jornal Online Alagoas Fonte: Secom SP
08/01/2026 às 22h45
Governo de São Paulo mobiliza setores da sociedade civil pelo combate à violência contra a mulher
O enfrentamento à violência de gênero é prioridade do Governo de São Paulo. Foto: Divulgação/Governo de SP

Representantes do Governo de São Paulo mobilizaram nesta quinta-feira (08) lideranças e membros da sociedade civil em prol do enfrentamento à violência contra a mulher. Durante a reunião, realizada no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), foram apresentadas as principais ações da Secretaria da Segurança Pública do Estado no combate à violência e à proteção das mulheres desde 2023.

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O objetivo é aproximar cidadãos, especialistas e entidades públicas para ouvir sugestões e construir políticas que reforcem o combate à violência doméstica em todas as frentes. O Governo de São Paulo mantém um movimento permanente de proteção à mulher, o SP Por Todas, com ações que ampliam a visibilidade de iniciativas de segurança, saúde e autonomia financeira.

“Já realizamos um trabalho intenso no combate à violência contra a mulher, mas queremos saber como podemos melhorar e quais outras iniciativas devemos adotar para garantir a eficácia dessas ações. Esse diálogo entre setores é essencial, porque a violência doméstica não é apenas um problema de segurança pública, mas envolve desenvolvimento social, justiça, saúde, educação e outras áreas”, afirmou o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves.

As iniciativas da SSP foram estruturadas a partir dos eixos de prevenção e proteção das mulheres e estão integradas ao movimento SP Por Todas. Foto: Divulgação/Governo de SP
As iniciativas da SSP foram estruturadas a partir dos eixos de prevenção e proteção das mulheres e estão integradas ao movimento SP Por Todas. Foto: Divulgação/Governo de SP

A reunião contou com a participação da procuradora-geral do Estado, Inês Coimbra, do subprocurador-geral de Justiça Criminal, Ivan Agostinho, além de representantes do Grupo Mulheres do Brasil, da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), da Associação AME e de outras instituições da sociedade civil.

Integração e organização de dados

Especialistas do Núcleo da Secretaria da Segurança Pública voltado ao enfrentamento da violência de gênero destacaram ações que vêm demonstrando efetividade na proteção das mulheres, como a integração de dados e informações das Polícias Civil e Militar e de outros órgãos, entre eles a Defensoria Pública, a Assistência Social e a Secretaria da Saúde.

“Nos reunimos semanalmente para compilar todas as informações disponíveis e avaliar como podemos atuar, vítima por vítima”, explicou a defensora pública e assessora especial de gabinete da SSP, Fabiana Zapata.

Segundo a coordenadora do Núcleo Milena Suegama, a organização desses dados é fundamental para traçar estratégias que garantam maior segurança às vítimas. Um levantamento apresentado durante a reunião apontou que, das 233 mulheres vítimas de feminicídio entre janeiro e novembro de 2025, 170 não haviam registrado boletim de ocorrência anteriormente, o que representa 72,9% do total.

“A nossa principal preocupação é garantir que todos os canais de denúncia cheguem até essa mulher, para que possamos identificar o problema e agir antes que a violência atinja níveis irreversíveis”, destacou Milena.

Ela também ressaltou que o diálogo com a sociedade civil é essencial para ampliar a divulgação dos serviços de atendimento à mulher. “Elas precisam saber que estamos aqui lutando por elas, que podem e devem nos acionar para que a situação não chegue ao pior desfecho possível, que é a morte.”

Em reunião com integrantes da gestão paulista e sociedade civil, foram apresentados resultados de medidas implantadas desde 2023. Foto: Divulgação/Governo de SP
Em reunião com integrantes da gestão paulista e sociedade civil, foram apresentados resultados de medidas implantadas desde 2023. Foto: Divulgação/Governo de SP

Atendimento especializado

O enfrentamento à violência de gênero é prioridade do Governo de São Paulo. Desde 2023, as Polícias Civil, Militar e Técnico-Científica recebem treinamentos especializados para aprimorar o atendimento às mulheres vítimas de agressão.

Atualmente, o estado conta com 142 Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs), 170 salas DDMs instaladas em plantões policiais, unidades da Cabine Lilás em dez Centros de Operações da Polícia Militar (Copom) e Sala Lilás para a realização de exames de corpo de delito — com a entrega de outras 11 unidades em andamento.

Além disso, o governo paulista criou o aplicativo SP Mulher Segura . Desde o lançamento, em março de 2024, até dezembro do ano passado, foram registrados 6,9 mil acionamentos do botão do pânico. O recurso gera alertas para as equipes policiais mais próximas, permitindo atendimento rápido no local onde a vítima se encontra.

A ferramenta conta atualmente com 42,7 mil usuárias ativas e já possibilitou o registro remoto de 1,6 mil boletins de ocorrência por violência doméstica ou descumprimento de medida protetiva.

São Paulo também conta com monitoramento eletrônico de agressores de mulheres . Desde setembro de 2023, agressores liberados em audiência de custódia passaram a ser monitorados por tornozeleira eletrônica. Atualmente, 188 homens são acompanhados pelo sistema. Com essas e outras ações, São Paulo mantém hoje a maior estrutura de acolhimento e atendimento a mulheres em situação de violência do Brasil.

SP Por Todas

O SP Por Todas é um movimento promovido pelo Governo do Estado que reúne políticas públicas voltadas à segurança, autonomia financeira, saúde e bem-estar das mulheres. O projeto centraliza informações e serviços no portal, promovendo protagonismo e independência feminina.

Essas frentes estão nos pilares da gestão e incluem novas soluções lançadas em março de 2024, como o lançamento do aplicativo SP Mulher Segura, que conecta a polícia de forma direta e ágil caso o agressor se aproxime; e a criação de novas salas da Delegacia da Defesa da Mulher 24 horas.

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