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Leptospirose: infectologistas do HSPE alertam para o risco de diagnóstico tardio

Muitos pacientes só buscam socorro quando surgem sinais de icterícia, coloração amarelada na pele e nos olhos, que mostra que a doença já atingiu u...

Colaboração para o Jornal Online Alagoas
Por: Colaboração para o Jornal Online Alagoas Fonte: Secom SP
24/01/2026 às 12h20
Leptospirose: infectologistas do HSPE alertam para o risco de diagnóstico tardio
Enchentes são um risco pois podem carregar urina de animais infectados pela bactéria Leptospira, que podem contaminar humanos pela pele

As chuvas intensas de verão, que resultam em enchentes e alagamentos, trazem um alerta importante para a saúde pública: a contaminação por leptospirose. Em 2025, o estado de São Paulo registrou 364 casos confirmados da doença. Diante desse cenário, os infectologistas do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE) de São Paulo alertam: a janela de 48 horas após os primeiros sintomas é decisiva para evitar que a doença se agrave.

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O principal obstáculo para o tratamento eficaz é o diagnóstico tardio. No início, a leptospirose é “invisível”, sendo frequentemente confundida com uma gripe forte, virose ou até dengue. Essa confusão faz com que o paciente retarde a busca por ajuda médica, permitindo que a bactéria que causa a leptospirose provoque danos importantes no organismo.

Diferentemente de outras doenças sazonais, a leptospirose possui um marcador clínico específico que muitas vezes é ignorado pela população. “Em 90% dos casos, a doença desencadeia sintomas genéricos, como febre e dores de cabeça. Mas o que se deve observar é se há ou não forte dores musculares, marcadamente nas panturrilhas”, destaca Andrea Almeida, infectologista do HSPE.

A especialista ressalta que muitos pacientes só buscam socorro quando surgem sinais de icterícia, coloração amarelada na pele e nos olhos, que mostra que a doença já atingiu uma fase avançada e grave, capaz de comprometer rins, fígado, pulmões e o sistema nervoso central. “Em um cenário onde dengue e gripe circulam simultaneamente, o histórico de exposição à água de chuva ou lama, somado a essa dor específica na ‘batata da perna’, deve levar o paciente imediatamente à investigação laboratorial”, orienta a médica.

As primeiras 48 horas

A urgência em buscar orientação médica se justifica pelos números: a letalidade da leptospirose chama a atenção. Em 2025, chegou a quase 15% do total de casos.

“As primeiras 48 horas de sintomas são decisivas para impedir que a bactéria comprometa órgãos vitais como rins e pulmões. O tratamento eficaz exige antibióticos específicos que só devem ser administrados sob orientação médica. Além de necessidade de terapia dialítica. O uso de anti-inflamatórios por conta própria, por exemplo, pode agravar o quadro”, finaliza a Dra. Andrea.

Fique atento

Aos sintomas: febre alta súbita, além de dor e sensibilidade intensas nas panturrilhas;
Ao prazo: os incômodos podem aparecer de 1 a 30 dias após o contato com a água contaminada dos alagamentos, com a lama ou com os entulhos.

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