
O Laboratório Central de Saúde Pública de Sergipe (Lacen-SE), unidade gerida pela Fundação de Saúde Parreiras Horta (FSPH), sediou, de 27 a 29 de janeiro, o Treinamento em Diagnóstico Molecular para Detecção do Vírus do Sarampo, promovido pelo Ministério da Saúde (MS) em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
A capacitação foi conduzida por técnicos do Ministério da Saúde e da Fiocruz, com a utilização do Kit Biomanguinhos VS/VR e da metodologia de RT-PCR em Tempo Real, ampliando a capacidade diagnóstica dos laboratórios e fortalecendo a resposta rápida a doenças imunopreveníveis no país.
Segundo o superintendente do Lacen, Cliomar Alves, o avanço do método impacta diretamente o tempo de resposta dos exames. “O Ministério da Saúde enviou 96 testes diagnósticos para o Brasil, permitindo que Sergipe passe a realizar a análise das amostras. O que antes levava cerca de sete dias, agora terá resultados divulgados em até 48 horas”, afirmou.
O Lacen Sergipe foi escolhido para sediar o treinamento por conta da infraestrutura. “Temos um parque tecnológico e técnicos qualificados. Por isso, tivemos a honra de receber profissionais de outros estados, o que reforça a importância do Lacen Sergipe no cenário nacional”, destacou Cliomar.
A pesquisadora da Fiocruz, Xênia Lemos, ressaltou que o treinamento foi direcionado aos 27 Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacens) do país. “Alguns já haviam sido capacitados, e Sergipe foi contemplado para encerrar esse ciclo, reunindo, além do Lacen Sergipe, mais quatro laboratórios estaduais durante o período do treinamento”, afirmou.
A pesquisadora da Fiocruz acrescentou que a iniciativa amplia a autonomia dos estados na vigilância laboratorial. “Até então, apenas São Paulo e Rio de Janeiro tinham autorização para analisar as amostras e divulgar os resultados. Com essa capacitação, essa atribuição passa a ser estendida a outros estados”, explicou.
Para a biomédica do Lacen Alagoas, Jéssica Lucena, o treinamento marca um avanço no fluxo de diagnóstico. “Antes, realizávamos apenas o processamento sorológico e, em casos positivos ou indeterminados, as amostras eram encaminhadas à Fiocruz, no Rio de Janeiro. Agora, conseguimos concluir todo o processo, do exame sorológico ao molecular, garantindo mais agilidade e autonomia”, relatou.
Ao sediar um treinamento de alcance nacional, o Lacen Sergipe reafirma seu papel como referência técnica na vigilância epidemiológica, fortalecendo o Sistema Único de Saúde (SUS) e contribuindo para a proteção da saúde da população sergipana e brasileira.




