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Mirassol inicia projeto-piloto de vacinação contra chikungunya com imunizante do Instituto Butantan

Imunizante é desenvolvido em parceria com a farmacêutica franco-austríaca Valneva; vacina estará disponível nos postos de saúde do município para p...

Colaboração para o Jornal Online Alagoas
Por: Colaboração para o Jornal Online Alagoas Fonte: Secom SP
02/02/2026 às 13h26
Mirassol inicia projeto-piloto de vacinação contra chikungunya com imunizante do Instituto Butantan
Nesta primeira etapa, a vacina será aplicada de forma estratégica em 10 municípios de quatro estados, selecionados pelo Ministério da Saúde

Mirassol, no interior de São Paulo, inicia nesta segunda-feira (2) o projeto-piloto da estratégia nacional de vacinação contra a chikungunya. A ação marca o início da imunização no país com a vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan, órgão vinculado à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, em parceria com a farmacêutica franco-austríaca Valneva.

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A vacinação seguirá a estratégia definida pelo Ministério da Saúde (MS) e será realizada gratuitamente nas unidades de saúde do município. Poderão receber o imunizante moradores de Mirassol com idade entre 18 e 59 anos.

“Estamos diante de um marco histórico para a saúde pública. Com 10 municípios em quatro estados, em São Paulo, Mirassol está entre os primeiros selecionados e, agora, cerca de 37.500 habitantes, de 18 a 59 anos, poderão receber a vacinação nos postos de saúde, e isso coloca a região na linha de frente de uma proteção inédita contra a chikungunya”, explicou o secretário de Estado da Saúde, Eleuses Paiva.

A vacina contra a chikungunya foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em abril de 2025 e também possui autorização para uso no Canadá, no Reino Unido e na União Europeia. Estudos clínicos indicam que o imunizante é bem tolerado, com eventos adversos predominantemente leves a moderados, além de induzir resposta imunológica após uma única dose.

Nesta primeira etapa, a vacina será aplicada de forma estratégica em 10 municípios de quatro estados, selecionados pelo Ministério da Saúde com base em critérios epidemiológicos, tamanho populacional e viabilidade operacional para a introdução do imunizante em curto prazo.

A escolha de Mirassol considera o aumento expressivo de casos da doença no município. Em 2024, foram registrados 833 casos prováveis de chikungunya, frente a apenas um caso identificado no ano anterior, segundo dados do Painel de Monitoramento de Arboviroses do Ministério da Saúde.

Ensaios clínicos e monitoramento

A segurança e a capacidade da vacina de induzir a produção de anticorpos foram comprovadas em estudos clínicos realizados no Brasil e nos Estados Unidos, com resultados publicados em revistas científicas internacionais. Nos ensaios norte-americanos, cerca de 99% dos voluntários apresentaram resposta imunológica com anticorpos neutralizantes.

As contraindicações seguem as orientações da bula aprovada pela Anvisa, incluindo pessoas imunodeficientes ou imunossuprimidas, gestantes e indivíduos com hipersensibilidade a componentes da vacina.

Para avaliar a efetividade do imunizante em condições reais, o Instituto Butantan fará o acompanhamento dos casos de chikungunya nos municípios participantes, comparando os dados entre pessoas vacinadas e não vacinadas.

A Secretaria reforça a importância de que a população esteja atenta aos sintomas da doença, como febre associada à dor nas articulações e no corpo, e procure uma unidade de saúde para diagnóstico e acompanhamento adequados.

Sobre a chikungunya

A chikungunya é uma doença viral transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, também responsável pela transmissão da dengue e da Zika. Os principais sintomas incluem febre alta de início súbito e dores intensas nas articulações, que podem se tornar crônicas e persistir por meses ou anos. Não há tratamento antiviral específico, e o cuidado é baseado em repouso, hidratação e uso de analgésicos e antitérmicos.

Em 2025, foram registrados 7.733 casos de Chikungunya e sete óbitos no Estado de São Paulo. Já neste ano, até 29 de janeiro, foram 29 casos e nenhum óbito.

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