
“Achei que fosse ficar numa fila de espera”. Esta frase é do motorista Carivaldo Bispo, morador do conjunto Augusto Franco, em Aracaju, atendido no Hospital de Urgências de Sergipe Governador João Alves Filho (Huse), após passar mal enquanto trabalhava. O depoimento do paciente traduz, na prática, o que os números comprovam: em quase sete meses de funcionamento, o Centro de Hemodinâmica Dr. José Augusto Soares Barreto do Huse alcançou a marca de dois mil procedimentos realizados, consolidando uma mudança significativa na linha de cuidado ao paciente cardiovascular em Sergipe, com atendimento mais ágil e redução do tempo de espera.
“Estava fazendo um serviço e me senti mal. Subi uma escada, fiquei sem fôlego e senti uma dor que cada hora aumentava mais. Precisei me deitar no chão, não aguentei. A ‘menina’ chamou o Samu e fui levado para um outro hospital e, de lá, me mandaram para o Huse”, contou Carivaldo.
O paciente deu entrada na unidade no último sábado, 30, e, no mesmo dia, foi encaminhado para o procedimento cirúrgico. “Cheguei na hora, já fui atendido. Achei que fosse ficar numa fila de espera. Aqui, o atendimento foi muito bom, tudo bonito, tudo limpinho, tudo bacana. Na hora, já fui para a sala de cirurgia”, relatou.
Agilidade que salva vidas e reduz o tempo de espera
Segundo o coordenador da linha de cuidado do paciente cardiovascular do Huse, José Edvaldo Santos, a rapidez no atendimento foi decisiva. “O paciente deu entrada no Huse no sábado, vindo do hospital da Zona Sul. Ele chegou com um quadro de dor torácica e, no eletrocardiograma, observou-se um infarto da parede inferior do coração. Assim que recebeu o eletro, o paciente foi encaminhado para o Centro de Hemodinâmica. Realizamos o cateterismo de imediato com angioplastia primária e foram colocados dois stents na coronária direita. O paciente está estável e, hoje, realizará um ecocardiograma. Depois do exame, ele terá alta hospitalar”, explicou.
Cerca de 70% desses procedimentos correspondem a cateterismos cardíacos e angioplastias, enquanto o restante envolve implantes de marca-passo e arteriografias de membros inferiores, ampliando o alcance do serviço para diferentes demandas vasculares e cardíacas da população. O volume alcançado reforça o acesso oportuno ao tratamento e o fortalecimento da saúde pública no estado.
O coordenador do serviço de Hemodinâmica, Thiago Lopes, destaca que a marca de dois mil procedimentos reflete a organização do serviço em pouco tempo. “Estamos aqui no Centro de Hemodinâmica do Huse para comemorar essa marca de dois mil procedimentos realizados num prazo de aproximadamente sete meses. Iniciamos as atividades em junho de 2025 e, agora, em fevereiro já ultrapassamos essa marca. É um número bastante expressivo, levando em consideração que é um serviço muito novo, começou do zero, e toda a equipe foi estruturada em pouco tempo”, afirmou.
Ele também ressaltou a redução no tempo de espera dos pacientes. “Tínhamos pacientes internados em unidades regionais aguardando 10, às vezes, até 12 dias para fazer o procedimento. Existiam pacientes eletivos aguardando meses na fila. Nesse mês, chegamos a fazer procedimento com menos de uma semana entre a solicitação no ambulatório e a execução do procedimento aqui”, destacou Thiago.
O serviço de Hemodinâmica no Huse é gerenciado pela Fundação Bahiana de Cardiologia (FBC), instituição com ampla experiência técnica e de gestão em cardiologia, sendo referência no setor.




