
A Sabesp opera diariamente algumas das estruturas mais potentes do país para garantir o abastecimento de água de 22 milhões de habitantes na região metropolitana de São Paulo. Suas estações elevatórias são responsáveis por movimentar grandes volumes de água e vencer desníveis significativos. As estações funcionam com uma potência que supera, com folga, carros de corrida da Fórmula 1 — referência quando o assunto é desempenho e força.
A maior e mais potente das estações elevatórias da Sabesp está no Sistema Cantareira: a Estação Elevatória de Água Bruta Santa Inês, que opera com cerca de 60.000 cavalos de potência — o equivalente à força conjunta de 60 carros de Fórmula 1. É essa “Ferrari” da Sabesp que ajuda a garantir segurança hídrica para a maior metrópole da América do Sul, bombeando cerca de 33 mil litros de água por segundo em uma altura de 120 metros – o que equivale a um prédio de 40 andares.
A água que vem das represas do sistema, localizadas perto da divisa com Minas Gerais, precisa ser bombeada para “subir” a serra da Cantareira e chegar à represa Águas Claras. A partir daí, ela desce por gravidade para a Estação de Tratamento de Água Guaraú, na zona norte da capital. Por fim, essa água é distribuída e chega às torneiras de milhões de pessoas.
Para fazer a comparação com os carros, a potência das estações elevatórias foi medida em CV (cavalo-vapor), uma unidade de medida que indica a capacidade de um motor e quanta força ele consegue entregar em determinado período. Na prática, ajuda a entender tanto a aceleração e a velocidade de um carro de corrida quanto a força necessária para que grandes equipamentos, como as estações elevatórias, consigam mover enormes volumes de água, vencer desníveis e operar continuamente para garantir o abastecimento.
Enquanto um carro popular costuma ter entre 80 e 120 cavalos-vapor (CV) e um carro de Fórmula 1 gira em torno de 1.000 CV, as estações de bombeamento da companhia operam com conjuntos de motores que, somados, podem equivaler à potência de dezenas de carros de corrida acelerando simultaneamente. A diferença fundamental está na forma de como essa potência é aplicada: nos automóveis, ela é utilizada principalmente para vencer a resistência do ar e o atrito com o solo. Já nas estações elevatórias, a energia é empregada para bombear a água, vencer a gravidade e a pressão do sistema, garantindo que a água seja impulsionada por longas distâncias e alcance reservatórios localizados em pontos mais altos da região.
Um desafio de engenharia que ajuda a dimensionar a real potência envolvida no sistema de abastecimento: ao contrário de um carro, que pode ganhar impulso, a água frequentemente precisa ser empurrada por quilômetros, em um esforço contínuo e ininterrupto. Por isso, os motores das elevatórias são projetados para operar 24 horas por dia, sete dias por semana, sem pausas, mesmo lidando com volumes imensos.
No Autódromo de Interlagos, é possível ver carros alcançando 330 km/h em busca do grande prêmio. Porém, logo abaixo do asfalto quente, existem tubulações com água que foi bombeada da Estação Elevatória Socorro, a cerca de 9 km de distância, em uma potência de 10.000 CV, ou seja, 10 carros de Fórmula 1 juntos. A estação bombeia 3.800 litros por segundo, e ainda assim não entra nem entre o top 5 de mais potentes da Sabesp.
Abaixo da Santa Inês, outras estações elevatórias também se destacam:
A Estação Elevatória Cachoeira do França é responsável pelo bombeamento da água a ser tratada no Sistema São Lourenço. A elevatória conta com cerca de 38.000 CV, o equivalente a 38 carros de Fórmula 1, e manda a água retirada da represa na região de Ibiúna para a cidade de Vargem Grande Paulista.
Com cerca de 25.000 CV (25 carros de Fórmula 1), a estação de bombeamento de Água Bruta Guarapiranga é que capta a água da represa e a envia para a Estação de Tratamento de Água (ETA), no bairro do Alto da Boa Vista, zona sul paulistana.
A Estação Elevatória Theodoro Ramos é vizinha da ETA no Alto da Boa Vista e opera com cerca de 20.000 CV de potência, o equivalente a 20 carros de Fórmula 1. É um equipamento fundamental para o abastecimento de boa parte da capital, especialmente da zona sul.
Por trás da água que chega às torneiras existe uma verdadeira corrida de resistência que converte potência e velocidade em segurança hídrica e qualidade de vida, funcionando de forma silenciosa e ininterrupta. Essas estruturas são peças-chave da estratégia da Sabesp para enfrentar a escassez hídrica e fortalecer a resiliência do abastecimento da região metropolitana de São Paulo. As estações elevatórias permitem flexibilidade operacional mesmo em cenários de estiagem ou variações extremas do clima, empurrando a água pelas tubulações, com manutenção especializada e monitoramento permanente, em tempo real.
Essa robustez, somada à confiabilidade operacional e capacidade de operar com redundância e segurança, é o que permite a Sabesp manter a disponibilidade constante de água para milhões de pessoas, transformando potência e engenharia em segurança hídrica para a maior metrópole do país.
A Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) é responsável pelo fornecimento de água e pela coleta e tratamento de esgoto em 375 municípios paulistas e atende 28 milhões de habitantes. É uma das maiores empresas de saneamento ambiental do mundo e a maior do Brasil. A Companhia vai avançar cinco décadas em cinco anos, ampliando o acesso à água potável e ao saneamento básico para milhões de pessoas. Seu compromisso é antecipar em quatro anos as metas estabelecidas pelo Marco Legal do Saneamento, com isso, planeja proporcionar dignidade, saúde e desenvolvimento sustentável para milhões de brasileiros enquanto preserva os recursos naturais para as futuras gerações.