
O Governo de São Paulo entregou 56 novas viaturas à Superintendência da Polícia Técnico-Científica (SPTC) nesta terça-feira (10). Os veículos serão usados para reforçar o atendimento pericial em todas as regiões do estado. A cerimônia, realizada na zona oeste da capital paulista, marcou os 28 anos da instituição.
Considerada a maior e mais avançada polícia científica do Brasil e da América Latina, a instituição é referência mundial no uso de tecnologia para a elucidação de crimes. Anualmente, são quase 4 milhões de exames realizados, com a emissão de cerca de 1 milhão de laudos periciais.
“A perícia é a voz silenciosa da prova. É a ciência a favor da Justiça. Não acusa, não julga, apenas demonstra fatos, que são imprescindíveis para a elucidação das ocorrências”, afirmou o vice-governador do estado, Felício Ramuth, durante o evento.
Responsável por produzir provas técnicas a partir da análise científica de vestígios, a Polícia Científica atua em apoio às investigações da Polícia Civil. A estrutura é composta pelo Instituto de Criminalística (IC) e pelo Instituto Médico Legal (IML).
Em 2025, a instituição registrou mais de 1 milhão de requisições de exames, com 470 mil laudos emitidos pelo IC, 15 mil armas analisadas e 550 mil exames realizados pelo IML.
Para o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, “sem o trabalho da polícia científica não existe condenação justa. Por isso, o investimento na aquisição de equipamentos e veículos modernos se faz necessário para equipar a instituição.”

Durante a solenidade, foram entregues 56 veículos adquiridos com investimento total de R$ 7,3 milhões. As viaturas serão destinadas aos núcleos e equipes de perícias criminalísticas e médico-legais em todo o território paulista.
Do total, 26 unidades são do modelo GM Spin, compradas com recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública. Outras 30 são do modelo Nissan Kicks, viabilizadas com verbas do Tesouro paulista.
Com as novas entregas, a atual gestão soma 101 viaturas destinadas à instituição, com investimento de R$ 17,1 milhões. No mesmo período, também foram aplicados R$ 47,8 milhões em cinco obras.
“Esse reforço na nossa tropa significa ainda mais braço para o atendimento das ocorrências em todo o estado. A Polícia Científica é, sim, a mais silenciosa, mas também é imprescindível para o combate à criminalidade”, avaliou o superintendente da Polícia Técnico-Científica, Claudinei Salomão.
O avanço da Polícia Científica também passa pela modernização de seus laboratórios. Em dezembro de 2024, foi inaugurado o maior laboratório de balística da América Latina, com investimento de quase R$ 11 milhões. A estrutura conta com salas blindadas, túnel de tiro e áreas especializadas para comparação balística e armazenamento de armamentos, permitindo análises mais precisas sobre a dinâmica de disparos.
Na área de biologia forense, a atual gestão entregou ainda o maior laboratório de genética criminal do país. A reforma e ampliação do Núcleo de Biologia e Bioquímica recebeu R$ 6,2 milhões e ampliou a capacidade de exames de DNA, fortalecendo a produção de provas para a Justiça.