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Polícia de SP faz operação integrada para desarticular esquema de lavagem de capitais com movimentação de R$ 1,1 bi

Estão sendo cumpridos 20 mandados de busca e 3 de prisões em São Paulo e Santa Catarina; força-tarefa mobiliza 100 policiais civis, 20 auditores fi...

Colaboração para o Jornal Online Alagoas
Por: Colaboração para o Jornal Online Alagoas Fonte: Secom SP
12/02/2026 às 08h21
Polícia de SP faz operação integrada para desarticular esquema de lavagem de capitais com movimentação de R$ 1,1 bi
A operação tem a participação do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic)

A Polícia Civil de São Paulo realiza na manhã desta quinta-feira (12) operação para desarticular um sofisticado esquema de lavagem de capitais e ocultação de bens envolvendo grupo empresarial que atua no mercado de distribuição de produtos eletrônicos na capital para todo o Brasil.

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Estão sendo cumpridos 20 mandados de busca e 3 de prisões em dois estados (São Paulo e Santa Catarina). A força-tarefa mobiliza 100 policiais civis, 20 auditores fiscais da Receita Estadual (da Sefaz-SP) e dois promotores de Justiça em quatro endereços ligados ao grupo.

A operação tem a participação do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), Ministério Público do Estado de São Paulo, por meio do Gaepp – Grupo de Atuação Especial de Persecução Patrimonial, e da Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo (Sefaz-SP).

As investigações revelaram que a organização utilizava um complexo sistema de desvio de fluxo financeiro para ocultar receitas. Embora as vendas de produtos eletrônicos fossem realizadas pela plataforma principal, os pagamentos eram redirecionados para empresas de fachada. Estas funcionavam como contas de passagem, enquanto as notas fiscais eram emitidas por terceiras empresas.

Essa engenharia financeira permitiu a movimentação de ao menos R$ 1,1 bilhão em apenas sete meses, criando uma discrepância massiva entre o fluxo de caixa real e o patrimônio auditável das empresas operacionais.

O Gaepp obteve o sequestro de valores de até R$ 1,1 bilhão, estando entre os bens já identificados e bloqueados ao menos R$ 25 milhões em imóveis de luxo, veículos, dezenas de contas bancárias em nome de “laranjas” e diversas aplicações financeiras.

O grupo utilizava pessoas com histórico criminal ligado a facções criminosas, que atuava como sócio de fachada e beneficiário de imóveis de alto valor. O uso dessas figuras visava a blindagem patrimonial.

A operação comprovou uma sistemática confusão patrimonial com o objetivo de fraudar o fisco, credores e o sistema judiciário. Enquanto a investigação atual foca na lavagem de capitais através da mescla de recursos ilícitos com negócios lícitos, os crimes fiscais identificados serão comunicados formalmente aos órgãos competentes para as devidas providências.

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