
No Dia Nacional do Combate ao Alcoolismo, neste 18 de fevereiro, a Secretaria de Estado de Prevenção à Violência (Seprev) alerta a população sobre os prejuízos à saúde provocados pelo consumo abusivo de bebidas alcoólicas. O marco também é uma oportunidade para consolidar iniciativas de combate ao uso desmedido de substâncias e promover a cultura de prevenção.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o consumo abusivo de álcool é definido como a ingestão de 60g ou mais de álcool puro, equivalente a quatro ou mais doses para mulheres e cinco ou mais doses para homens, em uma única ocasião. Ainda assim, a OMS ressalta que não há um nível seguro para o consumo de álcool e que o uso excessivo pode evoluir para dependência.
O psicólogo especialista em dependência química da Seprev, Júnior Amaranto, explica que, por ser uma droga socialmente aceita e de fácil acesso, o álcool costuma estar presente no cotidiano de muitas pessoas. No entanto, o uso exagerado é um padrão de risco que merece atenção.
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“É importante considerar que o uso excessivo e prolongado aumenta significativamente os riscos à saúde, podendo resultar em consequências graves e até permanentes. Além dos impactos físicos, o consumo exagerado de bebidas alcoólicas também pode gerar prejuízos sociais e financeiros para quem exagera na dose. É preciso tomar cuidado”, alerta o especialista.
Em 2025, a Rede Acolhe, programa do Governo de Alagoas voltado ao tratamento de dependência química, registrou 5.248 encaminhamentos para comunidades terapêuticas. Desses, 4.337 pessoas declararam uso de álcool, representando cerca de 83% dos atendimentos realizados nos 12 meses do ano.
O alagoano Luiz Francisco é um exemplo de quem conseguiu superar a dependência em álcool com a ajuda da Rede Acolhe. Durante todo o período que passou na comunidade acolhedora, ele contou com o apoio das equipes técnicas, formadas por psicólogos, assistentes sociais e técnicos, que o acompanharam durante todo o processo de recuperação.
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Para ele, o apoio profissional foi determinante para vencer a dependência química de forma permanente. “Tive muitos problemas com o álcool e, por consequência, também me envolvi com outras substâncias. Diante da situação, busquei ajuda na Rede Acolhe e fui encaminhado para uma comunidade, onde recebi todo o apoio necessário durante o meu tratamento. Hoje estou livre do álcool, trabalhando, e continuo sendo acompanhado pelo programa. Esse apoio foi fundamental para que eu pudesse reconstruir a minha vida”, relatou.
Atendimento
Para quem busca acolhimento em uma das comunidades credenciadas ao Governo de Alagoas, o atendimento pode ser feito presencialmente em um dos Centros de Acolhimento, localizados em Maceió e Arapiraca, ou agendando uma visita das equipes técnicas pelos telefones (82) 98802-8755 e 3315-1913.