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Psiquiatra do Hospital da Criança explica o que é o Transtorno Opositor Desafiador na infância

Principais sintomas do distúrbio são um padrão mais irritável de humor, associado com recusa a cooperar com os adultos

Colaboração para o Jornal Online Alagoas
Por: Colaboração para o Jornal Online Alagoas Fonte: Secom Alagoas
19/02/2026 às 14h26
Psiquiatra do Hospital da Criança explica o que é o Transtorno Opositor Desafiador na infância
Humor raivoso e irritável frequente das crianças deve gerar atenção para os responsáveis - Carla Cleto / Ascom Sesau
Nataly Lopes / Ascom Hospital da Criança de AL

É comum ouvir que as crianças são teimosas ou que fazem birras. Os comportamentos desafiadores fazem parte do desenvolvimento infantil. Quando essas condutas são mais intensas do que o normal e causam prejuízos no cotidiano, pode ser que seja o Transtorno Opositor Desafiador, mais conhecido como TOD. Esse é um alerta do psiquiatra Felipe Nobre, que atua no Hospital da Criança de Alagoas, em Maceió.

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Esse transtorno é caracterizado como um distúrbio comportamental infantil com um padrão persistente de humor raivoso, irritável, desafiador e vingativo, geralmente direcionado a figuras de autoridade. Pode afetar crianças pré-escolares e escolares. “O que define o TOD não é um episódio de desregulação emocional ou birra, mas é um padrão persistente que prejudica a criança nas suas atividades”, explica o especialista.

Os principais sintomas desse distúrbio são um padrão mais irritável de humor, associado com recusa a cooperar com os adultos, comportamento desafiador, por vezes, provocação com as outras pessoas e colocar a culpa do que faz nos outros. Em alguns casos, comportamentos vingativos também fazem parte do quadro, segundo especifica o psiquiatra do Hospital da Criança de Alagoas.



O tratamento desse transtorno tem como foco a intervenção com os pais, fazendo o treinamento parental, e com a criança, com a psicoterapia individual. “Além disso, nós temos o tratamento medicamentoso, que pode ser utilizado em alguns casos, principalmente os antipsicóticos atípicos, como a risperidona. Com a intervenção correta, a criança pode melhorar muito e o convívio familiar também”, acrescenta Felipe Nobre.

O TOD pode ser associado a outros tipos de transtornos, como o Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). O diagnóstico é realizado por um especialista, seja ele o neurologista, psiquiatra ou psicólogo clínico, após uma avaliação completa da criança com entrevistas, observações em diferentes situações e testes psicológicos e de comportamento.

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