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SP reforça orientações para prevenção da leptospirose no período de chuvas

Especialista alerta para sintomas, formas graves e medidas de prevenção da doença após contato com água de enchente

Colaboração para o Jornal Online Alagoas
Por: Colaboração para o Jornal Online Alagoas Fonte: Secom SP
09/03/2026 às 08h28
SP reforça orientações para prevenção da leptospirose no período de chuvas
Em 2025, o Estado de São Paulo registrou 421 casos de leptospirose. Em 2026, até 4 de fevereiro, foram confirmados cinco casos da doença

Com o aumento do volume de chuvas e episódios de alagamentos, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) alerta para o risco de doenças associadas às enchentes , com destaque para a leptospirose. A infecção é causada por bactérias do gênero Leptospira e está diretamente relacionada ao contato com água ou lama contaminadas pela urina de roedores.

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Em áreas urbanas, ratos e outros animais podem eliminar a bactéria no ambiente. Durante enchentes, essa urina se mistura à água acumulada e pode entrar em contato com a pele ou mucosas. Pequenas fissuras ou ferimentos facilitam ainda mais a penetração da bactéria no organismo.

Em 2025, o Estado de São Paulo registrou 421 casos de leptospirose. Em 2026, até 4 de fevereiro, foram confirmados cinco casos da doença.

De acordo com Juvêncio Furtado, médico infectologista do Hospital Heliópolis, as manifestações clínicas podem variar bastante. “O paciente pode estar assintomático ou apresentar um quadro inicial com dor de cabeça, dor no corpo, mal-estar e febre. A dor muscular costuma se concentrar principalmente nas panturrilhas e no abdome”, explica.

O período de incubação, que é o tempo entre o contato com a bactéria e o surgimento dos sintomas, é em média, de 15 dias, podendo chegar a 30 dias após a exposição à água contaminada.

Formas graves

A forma mais grave da doença é conhecida como síndrome de Weil, caracterizada por icterícia, quando há coloração amarelada da pele e dos olhos. “Esse quadro pode evoluir com sangramentos, inclusive pulmonares. Nesses casos, o tratamento envolve antibióticos e, em situações mais severas, diálise para eliminar as toxinas produzidas pela bactéria”, destaca o médico.

A orientação é procurar atendimento médico diante de sintomas como febre alta, dor intensa nas panturrilhas, olhos avermelhados ou sinais de icterícia, especialmente se houver histórico recente de contato com água de enchente.

Medidas de prevenção

  • Utilizar luvas, botas impermeáveis e óculos de proteção ao ter contato com água ou lama contaminadas;
  • Cobrir cortes e arranhões com curativos impermeáveis;
  • Evitar andar descalço em áreas alagadas;
  • Descartar alimentos e objetos que tiveram contato com a água contaminada;
  • Controlar a presença de roedores, mantendo o lixo acondicionado corretamente e evitando acúmulo de entulhos.

A Secretaria reforça que, diante de qualquer suspeita após exposição a enchentes, a população deve procurar uma unidade de saúde mais próxima de sua residência para avaliação clínica e início imediato do tratamento.

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