Terça, 10 de Março de 2026
24°C 31°C
Maceió, AL
Publicidade

Governo de SP cria sistema para registrar violência contra a mulher no local da ocorrência

Vítimas poderão fazer o registro com a PM, sem necessidade de se deslocar até uma delegacia; iniciativa, em fase de testes, começa em Santos até o ...

Colaboração para o Jornal Online Alagoas
Por: Colaboração para o Jornal Online Alagoas Fonte: Secom SP
10/03/2026 às 13h11
Governo de SP cria sistema para registrar violência contra a mulher no local da ocorrência
Com o novo sistema, o policial militar poderá, ainda no local da ocorrência e com a autorização da vítima, registrar o boletim de ocorrência

O Governo do Estado de São Paulo criou um sistema inédito para fortalecer o enfrentamento à violência contra a mulher, ampliar a proteção das vítimas e evitar a subnotificação de casos. A formalização do crime poderá ser feita imediatamente pela Polícia Militar, já no primeiro atendimento da ocorrência, sem que a vítima precise se deslocar até uma delegacia para registrar o boletim.

Continua após a publicidade
Anúncio

Para colocar isso em prática, haverá um módulo específico para o registro de casos de violência doméstica na plataforma do Registro Integrado de Evento de Segurança Pública (Riesp), chamado Riesp-DV. Esse registro será imediatamente compartilhado com umas das Delegacias de Defesa da Mulher (DDM) da Polícia Civil.

A solução veio após o Núcleo Estratégico Interdisciplinar do programa SP Mulher, composto de policiais civis, militares e técnico-científicos e representantes da Secretaria da Mulher, apontar que uma das maiores dificuldades sobre o tema era justamente a subnotificação.

O grupo constatou que, em casos em que não há flagrante, grande parte das vítimas que acionavam o 190 para pedir apoio da Polícia Militar acabava por não seguir com o registro formal em uma delegacia da Polícia Civil, responsável pelas investigações e pelos pedidos de medidas judiciais contra o agressor.

Integração

Com o novo sistema, o policial militar poderá, ainda no local da ocorrência e com a autorização da vítima, registrar o boletim de ocorrência. As informações serão integradas à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) Online, que fará a análise do caso e dará andamento aos procedimentos de polícia judiciária necessários.

A iniciativa, ainda em fase de testes, deve começar em Santos até o fim deste mês. A expectativa é que o sistema seja expandido para todo o estado de São Paulo nos próximos meses.

“Essa comunicação conjunta vai ser muito importante para a mulher. Nós vamos saber que ali há um problema pois todos os casos serão automaticamente compartilhados com a Polícia Civil, que também registrará no seu sistema para adoção das demais providências legais”, afirmou o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves.

Ainda segundo o secretário, combater a violência doméstica é uma luta constante justamente porque esse tipo de crime acontece dentro do ambiente familiar e, sem a denúncia, a polícia não consegue ter acesso. “Mas esse sistema é mais um passo dado para ampliar essa rede de proteção”, completou.

Sistema permite identificar grau de vulnerabilidade da vítima

Com a iniciativa, o policial militar poderá registrar a ocorrência no local e preencher também o Formulário Nacional de Avaliação de Risco (Fonar), ferramenta que identifica o grau de vulnerabilidade da vítima. Com essas informações, as equipes da DDM Online poderão solicitar com mais rapidez as medidas protetivas de urgência à Justiça.

Segundo o coordenador do Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), tenente-coronel Rodrigo Vilardi, o objetivo é reduzir as situações em que a vítima permanece no chamado ‘ciclo de violência’ sem acessar os mecanismos legais de proteção.

“Não estamos criando um novo procedimento para o policial. Ele continuará atendendo a ocorrência como já faz hoje. A diferença é que agora o registro já é feito ali mesmo e compartilhado com a Polícia Civil, diminuindo a chance de que a vítima deixe de formalizar a denúncia e continue exposta à violência”, explicou.

O sistema também permite integrar outras áreas da rede de apoio, como saúde e assistência social, desde que a vítima autorize o compartilhamento das informações. Isso possibilita que os serviços públicos identifiquem casos de maior vulnerabilidade e realizem acompanhamento ou busca ativa.

Para a secretária de Políticas para a Mulher, Adriana Liporoni, a iniciativa representa um avanço na articulação entre diferentes órgãos do estado. “A violência doméstica exige uma resposta rápida e coordenada. Ao integrar as polícias e a rede de proteção desde o primeiro atendimento, garantimos que a mulher não fique sozinha no momento em que decide pedir ajuda”, afirmou.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Maceió, AL
31°
Parcialmente nublado
Mín. 24° Máx. 31°
34° Sensação
5.66 km/h Vento
58% Umidade
99% (1.21mm) Chance chuva
05h27 Nascer do sol
17h39 Pôr do sol
Quarta
28° 26°
Quinta
28° 26°
Sexta
28° 26°
Sábado
28° 25°
Domingo
28° 26°
Publicidade
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 5,15 -0,25%
Euro
R$ 5,99 -0,22%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 383,829,59 +2,20%
Ibovespa
184,657,23 pts 1.97%
Enquete
Nenhuma enquete cadastrada
Publicidade