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Artistas do hip hop podem enviar poemas contra machismo para coletânea

Serão selecionadas 50 poesias; Inscrições podem ser feitas até dia 23

Colaboração para o Jornal Online Alagoas
Por: Colaboração para o Jornal Online Alagoas Fonte: Agência Brasil
15/03/2026 às 15h56
Artistas do hip hop podem enviar poemas contra machismo para coletânea
© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Poesias inéditas que protestem contra o machismo e abordem a conscientização no enfrentamento à violência contra a mulher podem ser enviadas por artistas de todo o Brasil para o livro coletivo Hip-Hop pelo Fim do Feminicídio .

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As inscrições estão abertas até o dia 23 . Serão selecionados 50 textos que serão publicados no livro a ser lançado no dia 30 de maio.

De acordo com a educadora popular Eulla Yaá, uma das organizadoras da iniciativa, a circulação da publicação será nacional. A ideia, segundo ela, é motivar as linguagens e potências do hip hop como forma de denúncia, resistência e valorização da vida das mulheres.

Eulla ressaltou que podem participar pessoas de todas as idades e terão prioridade na publicação os trabalhos de mulheres cis, trans e travestis . A iniciativa é do Instituto Periferia Livre em parceria com o Instituto transforma, Núcleo de Estudos, Organização e Difusão do Conhecimento em Literatura Marginal (Neolim) e a Frente Nacional de Mulheres no Hip- Hop DF.

“Cada pessoa pode enviar uma poesia de autoria própria e sem uso de inteligência artificial”, disse a organizadora. Ela defendeu que a arte também é uma forma de luta contra o feminicídio , com significado de prevenção e de conscientização. As inscrições devem ser feitas pelo formulário online , onde também é feito o envio do poema.

Segundo as entidades, a coletânea pretende reunir produções artísticas que contemplem estéticas, linguagens e potências do hip hop como ferramenta de denúncia, resistência e enfrentamento às violências de gênero.

O Instituto Periferia Livre, que também é responsável pela Casa da Mulher no Hip Hop do Distrito Federal, oferece cursos e oficinas profissionalizantes, além de apoio psicológico e orientação jurídica. O livro faz parte desse trabalho de sensibilização.

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