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Saiba como atuava a ‘gangue da correntinha’, desarticulada pela Polícia Civil no centro de SP

Grupo investigado desde janeiro atuava com funções divididas para cercar vítimas, dificultar perseguições e abastecer rede de receptadores que derr...

Colaboração para o Jornal Online Alagoas
Por: Colaboração para o Jornal Online Alagoas Fonte: Secom SP
14/05/2026 às 13h33
Saiba como atuava a ‘gangue da correntinha’, desarticulada pela Polícia Civil no centro de SP
De acordo com a investigação, os receptadores compravam as correntes roubadas e derretiam o ouro para dificultar a identificação da origem das peças Foto: Divulgação/Governo de SP

Dos olheiros responsáveis por identificar vítimas distraídas aos receptadores encarregados de derreter as joias roubadas, a Polícia Civil desarticulou uma quadrilha especializada em roubos de correntes de ouro que atuava no centro de São Paulo. O grupo criminoso era dividido em funções diferentes para garantir rapidez nas ações, dificultar perseguições e ocultar a origem das peças após os assaltos.

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Nesta quinta-feira (14), os investigados foram alvo da Operação Eldorado, que cumpre 35 mandados de busca e apreensão e 21 de prisão temporária em endereços da zona leste da capital paulista e nos municípios de Santo André, Carapicuíba e Francisco Morato, na Grande São Paulo. Diversas joias, correntes de ouro e celulares foram apreendidos na ação.

Até o momento, 16 pessoas foram presas temporariamente – nove durante a ação de hoje e outras sete já detidas anteriormente pelo mesmo tipo de crime, que cumprem pena no sistema prisional.

Desde janeiro, a 1ª Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas (Cerco) investiga a atuação da quadrilha, responsável por cometer os crimes em plena luz do dia na região da Rua 25 de Março e da Ladeira Porto Geral, na travessa com a Rua Boa Vista. Ao menos dez boletins de ocorrência já identificaram a participação dos investigados nos roubos.

“Conseguimos desarticular uma organização criminosa estruturada, com divisão de funções desde a abordagem até a receptação. A prisão dos envolvidos é essencial para interromper essa cadeia de crimes e avançar nas investigações de outros possíveis casos. Em algumas situações, a falta de boletim de ocorrência por parte das vítimas dificulta a identificação de todos os delitos”, afirmou o delegado Ronald Quene Justiniano, titular da 1ª Cerco.

Divulgação/Governo de São Paulo
Divulgação/Governo de São Paulo

Para garantir o sucesso dos crimes, os suspeitos se dividiam em cinco funções previamente definidas. Os “olheiros” eram responsáveis por observar vítimas distraídas, identificar possíveis correntes de ouro e repassar as informações aos assaltantes através de sinais. Em seguida entravam em cena os “puxadores”, encarregados de arrancar os objetos das vítimas com violência e fugir rapidamente.

Durante os crimes, integrantes conhecidos como “paredes” cercavam a vítima para bloquear a visão de testemunhas, dificultar perseguições e ainda indicar direções falsas para despistar quem tentasse localizar os autores. Um dos líderes da quadrilha, que exercia essa função, foi preso em Santo André.

Após o roubo, as joias eram entregues a integrantes responsáveis pelo apoio logístico, que deixavam o local com os objetos para evitar flagrantes. Na sequência, o material seguia para uma rede de receptadores instalada em estabelecimentos comerciais na região da Sé, no centro da capital.

De acordo com a investigação, os receptadores compravam as correntes roubadas e derretiam o ouro para dificultar a identificação da origem das peças. Ao todo, cinco integrantes do núcleo foram detidos.

Os investigados presos nesta quinta-feira devem responder por receptação, associação criminosa, roubo e corrupção de menores.

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