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Operações integradas prendem 51 integrantes de organizações criminosas em Alagoas

Ações que fazem parte do Programa Brasil Contra o Crime Organizado também resultaram na apreensão de 26 armas e 33,47 quilos de drogas

Colaboração para o Jornal Online Alagoas
Por: Colaboração para o Jornal Online Alagoas Fonte: Secom Alagoas
26/06/2026 às 22h31
Operações integradas prendem 51 integrantes de organizações criminosas em Alagoas
Operações foram coordenadas pela Secretaria de Estado da Segurança Pública - Ascom SSP/AL
Ascom SSP/AL

Cinquenta e uma pessoas envolvidas com organizações criminosas foram presas durante operações integradas que foram coordenadas pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) de Alagoas e fazem parte do Programa Brasil contra o Crime Organizado, do Governo Federal.

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Desde o começo do programa, lançado em maio passado, no território alagoano foram retiradas de circulação 26 armas de fogo de diversos calibres e 378 munições, com destaque para as 112 de calibre .38 e as 117 de 9mm, indicando arsenal de alta capacidade ofensiva dos bandidos.




As ações conjuntas, denominadas de Protetor das Divisas, Fronteira Marítima e Faro, também resultaram na apreensão de 33,47 quilos de entorpecentes e no resgate de 189 animais silvestres, com indicativo de atividade de tráfico de fauna com escala relevante. No total, as operações já provocaram cerca de R$ 1,95 milhão de prejuízo estimado às facções criminosas no estado.


Em Alagoas, os trabalhos foram gerenciados pela Chefia Geral de Inteligência Integrada da SSP em parceria com a Diretoria de Repressão às Ações Criminosas do Crime Organizado (Dracco), da Polícia Civil, a Diretoria de Inteligência (DInt) e o Comando de Missões Especiais (CME) da Polícia Militar, além do apoio da Secretaria Nacional de Segurança Pública.


De acordo com o secretário da Segurança Pública de Alagoas, Flávio Saraiva, o resultado é fruto da atuação já desenvolvida pelas forças de segurança do estado, que ganhou o reforço do empenho dos órgãos federais.




“Alagoas está na vanguarda desse programa nacional. Temos inteligência funcionando, forças integradas e resultado concreto. Isso não é esforço pontual, é uma política de Estado. O enfrentamento ao crime organizado em Alagoas não é episódico — é estratégico, contínuo e documentado”, afirmou.


Ainda segundo Flávio, a estratégia principal é focada no enfraquecimento das estruturas financeiras, logísticas e operacionais das organizações criminosas.


“Buscamos cortar pela raiz o que sustenta a capilaridade desses grupos, que é a capacidade financeira. Esse trabalho promove um enfraquecimento concreto à ação criminosa e seguiremos firmes com o serviço permanente e integrado à União para tornar a subsistência das facções mais difíceis”, frisou.


Operações em Alagoas


PROTETOR DE DIVISAS: Com vigência prevista até o final de 2027, tem sido uma importante barreira terrestre do estado, com foco principal nos corredores de entrada e saída interestaduais. Cidades como Maragogi, Delmiro Gouveia e Porto Real do Colégio ganharam incremento no policiamento ostensivo e investigativo, com diversas abordagens veiculares.




FARO: Reuniu operadores do Canil e da Diretoria de Inteligência da PM com o emprego de cães farejadores altamente treinados para detecção de drogas e armamentos ocultos em possíveis fundos falsos de caminhões e ônibus intermunicipais e interestaduais. Tem servido como uma resposta especializada contra o transporte clandestino.


FRONTEIRA MARÍTIMA: Equipes estão reforçando o policiamento ostensivo e velado nas regiões de portos, estuários e balneários litorâneos. A atuação tem concentrado os esforços em municípios como São Miguel dos Milagres, Coruripe e Porto de Pedras.


Programa nacional


Em todo o país, as operações integradas já provocaram R$ 2 bilhões de prejuízo estimado às facções criminosas. O Programa Brasil Contra o Crime Organizado já contabiliza 12.312 pessoas presas, 115,2 toneladas de drogas apreendidas, 1.161 armas retiradas de circulação, quase 30 mil munições, além de explosivos e diversos acessórios utilizados pelas organizações criminosas.


“O crime organizado não será enfrentado apenas com prisões. Precisamos retirar sua capacidade financeira, impedir a circulação de armas, fortalecer o sistema prisional e integrar inteligência, investigação e controle financeiro. Quando atacamos o patrimônio das organizações criminosas, retiramos o oxigênio que mantém essas estruturas funcionando”, ressaltou o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva.

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