
O Rio de Janeiro deu mais um passo para fortalecer a Economia Solidária como política pública. Realizado nesta quinta-feira (13), no Píer Mauá, o ECOSOL CONECTA 2026 — Resultados, Capacitação e Futuro reuniu mais de 200 pessoas entre colaboradores, instrutores, parceiros e participantes da Secretaria Especial de Economia Solidária (SES-Rio).
Ao longo do encontro, foram apresentados resultados da secretaria e realizadas palestras motivacionais, atividades de capacitação e orientações voltadas ao aprimoramento dos profissionais que atuam no fortalecimento da Economia Solidária na cidade.
A programação também marcou a consolidação das diretrizes da SES-Rio para os próximos meses. Ao final do encontro, o secretário especial de Economia Solidária, Thiago Pereira, leu e assinou uma carta de compromisso que, segundo ele, será a direção de sua gestão.
— A Economia Solidária será o caminho para construirmos, juntos, um futuro mais democrático, inclusivo e sustentável para a nossa cidade e para o nosso país. Temos, portanto, um projeto ousado, que é transformar a cidade do Rio de Janeiro na Capital Nacional da Economia Solidária —, afirma ele.
Segundo o secretário, as características do Rio de Janeiro criam condições para que a cidade assuma protagonismo nacional nessa agenda.
— Acreditamos que o Rio reúne condições únicas para liderar esse movimento. Somos uma cidade de mais de seis milhões de habitantes, com uma dimensão econômica, cultural e política de enorme relevância, reconhecida internacionalmente e com forte presença da Economia Solidária em seus territórios. É a partir dessa trajetória que queremos dar um novo passo —, concluiu.
O evento contou com a presença do representante do Ministério do Trabalho e Emprego, Eduardo Medeiros, que destacou a importância da construção da política de Economia Solidária a partir dos territórios e do avanço do marco legal nacional.
— A Economia Popular e Solidária nasceu e cresceu a partir dos territórios e sua força a impulsionou para as agendas de políticas públicas a nível nacional. A Lei 15.068/24 e seu Decreto 12.784/25 formam a base jurídica que direcionam estados e municípios para a adesão ao Sistema Nacional de Economia Solidária. O marco legal é um caminho para a construção conjunta de um futuro mais solidário a fim de impulsionar uma economia mais justa, democrática, sustentável e centrada na dignidade do trabalho humano —, destacou Medeiros.
Em menos de um ano de atuação, a SES-Rio estruturou quatro programas voltados à geração de trabalho, renda, capacitação e inclusão produtiva em comunidades, favelas e periferias cariocas: Rio Cidade Criativa, Agentes Solidários, Impacta Rio e Circuito Rio EcoSol.
O Rio Cidade Criativa oferece capacitação gratuita em economia criativa e empreendedorismo solidário, com meta de alcançar 3.600 pessoas. O Agentes Solidários aproxima o poder público das comunidades, apoiando artesãos, produtores e trabalhadores da cultura. Já o Impacta Rio atua com capacitação e geração de renda em favelas e periferias, com previsão de beneficiar 22 mil moradores em áreas de vulnerabilidade social. O Circuito Rio EcoSol promove feiras para conectar produtores locais a novos mercados e valorizar o trabalho de artesãos e empreendedores populares.
O ECOSOL CONECTA 2026 encerrou a programação reforçando a proposta de integrar capacitação, políticas públicas e atuação territorial para ampliar a Economia Solidária no município do Rio de Janeiro.