Sábado, 25 de Abril de 2026
23°C 28°C
Maceió, AL
Publicidade

Produção de medicamentos depende de importação de insumos farmacêuticos ativos

Nos últimos 40 anos, a produção brasileira de IFAs caiu drasticamente, chegando a 5% atualmente

Colaboração para o Jornal Online Alagoas
Por: Colaboração para o Jornal Online Alagoas Fonte: Agência Dino
27/01/2023 às 16h00

Em 2019, o Brasil importava cerca de 90% de todo o insumo farmacêutico utilizado na produção de vacinas e de medicamentos no país, conforme o portal CNN Brasil. Já em 2022, esse número subiu para 95%, consoante o portal Folha de S.Paulo.

Continua após a publicidade
Anúncio

Segundo o portal do Senado, aproximadamente 95% desses insumos são trazidos da Índia e da China, tornando o Brasil dependente da importação asiática para produzir seus medicamentos e vacinas.

Outros países também estão nessa mesma situação. Os Estados Unidos anunciaram que pretendem fabricar cerca de 180 moléculas consideradas estratégicas para terem soberania na produção dos insumos. Junto a isso, há interesse em firmar parceria com o Brasil.

Conforme o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Insumos Farmacêuticos (Abiquifi), na década de 1980, o Brasil era responsável por produzir cerca de 50% dos insumos farmacêuticos utilizados internamente.

"Na era Collor, houve a abertura de mercado e ficou muito difícil concorrer com os IFAs que eram importados, com os preços, às vezes a tecnologia, e aí essa indústria de insumos no Brasil foi reduzindo drasticamente. Faltou um desenho de uma estratégia para definirmos melhor quais seriam os insumos que nós deveríamos manter a produção aqui no Brasil e que são importantes para a saúde pública, por exemplo. Vamos ter que repensar esse processo a partir de agora", ressalta.

O presidente da associação salienta a falta de medidas para manter o incentivo à pesquisa e o desenvolvimento de insumos. Quase 30% dos medicamentos usados no Brasil são importados. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), veiculados na CNN Brasil, em 2019, o Brasil precisou importar 26,8% de todos os medicamentos utilizados no país. Nesse sentido, conforme a Secretaria de Comércio Exterior, os principais países dos quais o Brasil é parceiro na importação de medicamentos são a Alemanha, EUA, China e Bélgica.

Dentre esses medicamentos, estão aqueles usados para o tratamento de câncer. Por isso, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proferiu decisão que autoriza a importação de radiofármacos ainda que não tenham registro definitivo no Brasil, de acordo com informações do portal Radioagência Nacional.

O diretor-presidente da Anvisa afirma que não é de responsabilidade da agência fazer o controle dos medicamentos fabricados, mas, sim, cuidar da regulação de todos os produtos farmacêuticos usados no Brasil.

Para essa liberação de importação dos radiofármacos ao tratamento de câncer, a agência analisou procedimentos e critérios excepcionais e temporários. Segundo o diretor, a Anvisa recomenda que as políticas brasileiras de fabricação de medicamentos sejam revisadas, relativamente aos medicamentos pelos quais não há interesse de produção da iniciativa privada.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Maceió, AL
29°
Tempo nublado
Mín. 23° Máx. 28°
33° Sensação
6.17 km/h Vento
74% Umidade
100% (10.58mm) Chance chuva
05h26 Nascer do sol
17h15 Pôr do sol
Domingo
27° 25°
Segunda
27° 25°
Terça
28° 25°
Quarta
28° 25°
Quinta
28° 25°
Publicidade
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 4,98 +0,00%
Euro
R$ 5,84 +0,00%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 409,766,47 +0,00%
Ibovespa
190,745,02 pts -0.33%
Enquete
Nenhuma enquete cadastrada
Publicidade