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Estudo mostra sintomas depressivos que indicam maior risco de demência na meia-idade

Estudo reforça que a depressão não é uma doença única e que algumas manifestações podem estar mais associadas ao declínio cognitivo

Colaboração para o Jornal Online Alagoas
Por: Colaboração para o Jornal Online Alagoas Fonte: Secom SP
15/02/2026 às 14h06
Estudo mostra sintomas depressivos que indicam maior risco de demência na meia-idade
Para garantir a saúde e o não desenvolvimento da demência na terceira idade é recomendada a procura de médicos geriatras e psiquiatras – Foto: Cecília Bastos/USP Imagens

Os seis sintomas depressivos na meia-idade que indicam maior risco de demência estão numa pesquisa publicada pela revista britânica The Lancet Psychiatry, especializada na área da psiquiatria. O estudo reforça que a depressão não é uma doença única e que algumas manifestações podem estar mais associadas ao declínio cognitivo. Perda de confiança em si mesmo, dificuldade de concentração, não conseguir enfrentar problemas, não sentir afeto pelos outros, nervosismo e tensão o tempo todo e não estar satisfeito com a forma como as tarefas são realizadas são os sintomas destacados.

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Fernando Fernandes, psiquiatra do Programa de Transtornos Afetivos do Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, comenta o que o estudo traz de novo para a área. “Esse assunto não é novo, na verdade, a relação sobre depressão e o risco de demência já é uma coisa muito bem sedimentada, tanto na literatura mundial quanto na literatura científica brasileira. O que o estudo trouxe de novo foi a separação de sintomas depressivos que parecem estar mais associados. Tem fatores que não podemos modificar, como a genética, por exemplo. Mas entre os fatores que podem ser modificados, a depressão está entre as causas importantes. A detecção precoce da depressão e o tratamento adequado e incisivo podem diminuir até em 4,4% o risco de demência”, acrescenta o especialista.

Os sintomas

Fernandes relata que o estudo da revista apresenta uma limitação no diagnóstico dos casos de depressão, levando em conta sua magnitude, e é realizado com base em questionários, ao invés de utilizar os critérios apropriados. “Os principais sintomas citados são impulsionados por diversos motivos, os principais sendo: a falta de autonomia da pessoa idosa, que é a incapacidade de enfrentar problemas e a insatisfação com desempenho e tarefas rotineiras e a falta de calor humano, ou seja, o distanciamento social.”

“Obviamente, precisamos tomar medidas de segurança para com os mais velhos, mas é de grande importância manter certo nível de autonomia para eles. Eu, por exemplo, ajudo meu pai nas compras do supermercado, carregando o peso, mas deixo ele escolher os itens. Por outro lado, o isolamento social é, infelizmente, muito comum nessa idade, visto que a família vai cuidar da própria vida, as amizades vão se desfazendo, e há naturalmente essa tendência de distanciamento. Mas isso é algo que pode e deve ser evitado pelas pessoas ao redor.”

Tratamento e prevenção

Para garantir a saúde e o não desenvolvimento da demência nessa faixa etária é recomendada a procura de médicos geriatras e psiquiatras, que seriam os mais adequados para essa enfermidade. Entretanto, diz ele, caso não haja essa possibilidade, é necessário procurar a porta mais próxima do sistema de saúde possível, que vai oferecer o encaminhamento adequado. “Depressão não apenas é um fator de risco para a demência no idoso, como de fato mimetiza, muitas vezes, uma demência, porque a depressão tem sintomas cognitivos que fazem parte do quadro da depressão, a pseudodemência. A pessoa de mais idade, quando deprime, pode, de fato, ter sintomas que parecem uma demência.”

“O que eu chamo mais atenção é, independentemente da idade, evitar o uso de álcool, tabaco, tratar de problemas como obesidade, diabetes, pressão alta, manter-se cognitivamente ativo com atividades de leitura constantes. Todos esses fatores que eu citei são coisas que, ao longo da vida, temos que cuidar para a saúde geral e também para diminuir o risco de demência”, finaliza Fernandes.

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