
As forças de segurança recuperaram mais de 60 celulares roubados ou furtados durante os dois primeiros fins de semana de Carnaval na capital paulista. Somente no sábado (14), 32 aparelhos foram apreendidos com criminosos em diferentes pontos da festa. A expectativa é que o número aumente após o fechamento das ocorrências registradas até o fim deste domingo (15).
A Polícia Civil já iniciou a triagem dos aparelhos para identificar os proprietários e providenciar a devolução às vítimas como parte do programa SP Mobile, que cruza dados de operadoras com boletins de ocorrência, e já permitiu a recuperação de quase 20 mil aparelhos, dos quais 6,5 mil foram restituídos.
Entre as ações de maior repercussão está a prisão de três suspeitos na região da República, no centro da capital. Policiais civis infiltrados entre os foliões — fantasiados de personagens do desenho Scooby-Doo — recuperaram oito celulares que estavam escondidos na pochete de uma das detidas.
Pela Polícia Militar, três homens e uma mulher, todos de nacionalidade colombiana, foram presos com nove aparelhos no bairro do Paraíso. Já na Avenida Pedro Álvares Cabral, na região do Ibirapuera, quatro pessoas foram detidas com outros nove celulares furtados, também pela PM. Nesse caso, os suspeitos foram identificados com apoio da Sala de Gerenciamento de Crise de Incidentes, instalada no Centro de Operações da Polícia Militar (Copom).
Em outro episódio, durante um megabloco na Consolação, 12 celulares foram recuperados pela Polícia Civil. A suspeita foi detida por agentes infiltrados fantasiados de “Caça-Fantasmas”.
A estratégia do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de atuar de forma disfarçada em meio ao público tem ampliado a efetividade das abordagens. A presença velada dos agentes não apenas aumenta a sensação de segurança para quem vai às ruas celebrar, como também dificulta a ação de quadrilhas especializadas que se aproveitam da aglomeração para praticar furtos em série.
A Operação Carnaval 2026 já resultou em 37 prisões na cidade de São Paulo, incluindo casos de furto, roubo, adulteração de bebidas alcoólicas e, principalmente, cumprimento de mandados judiciais com apoio do sistema Muralha Paulista.
O programa, que integra câmeras inteligentes e reconhecimento facial em tempo real, identificou na sexta-feira (13) um foragido que tentava acessar o Sambódromo do Anhembi, na zona norte da capital. No dia seguinte, outro procurado foi localizado após alerta do sistema na região do Jardim Paulista. Já na Praça da República, um homem foragido desde maio de 2025 foi reconhecido enquanto participava de um bloco e acabou preso.
Com quase 100 mil câmeras interligadas em todo o estado — entre leitores automáticos de placas, dispositivos de monitoramento urbano e equipamentos de reconhecimento facial — o sistema cruza dados com o Banco Nacional de Mandados de Prisão e outras bases policiais. A tecnologia permite identificar automaticamente foragidos, localizar veículos furtados ou roubados, auxiliar na organização do trânsito e apoiar a busca por pessoas desaparecidas.
Durante grandes eventos, como o Carnaval, a integração entre tecnologia e policiamento ostensivo tem sido decisiva para reduzir a mobilidade criminal e ampliar a capacidade de resposta das equipes em campo.
Embora o efetivo policial esteja reforçado e atue de forma preventiva e estratégica, a orientação das autoridades é que os foliões também adotem medidas simples de autoproteção.
Entre as recomendações da Polícia Militar estão:
A combinação entre tecnologia, inteligência policial e colaboração da população tem sido fundamental para garantir que a maior festa popular do país aconteça com mais segurança.