Quinta, 17 de Setembro de 2026
21°C 30°C
Maceió, AL

CCJ aprova anteprojeto que aumenta penas para quem furtar ou roubar de forma habitual, reiterada ou profissional

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara concluiu, nesta quarta-feira (1º), a aprovação do anteprojeto que aumenta penas para os crimes...

Colaboração para o Jornal Online Alagoas
Por: Colaboração para o Jornal Online Alagoas Fonte: Agência Câmara de Notícias
01/12/2021 às 20h35
CCJ aprova anteprojeto que aumenta penas para quem furtar ou roubar de forma habitual, reiterada ou profissional
Relator diz que proposta insere no Código Penal o que já existe em outros diplomas legais - (Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados)

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara concluiu, nesta quarta-feira (1º), a aprovação do anteprojeto que aumenta penas para os crimes de furto e roubo quando a conduta do agente for habitual, reiterada ou profissional (APJ 3/21). O anteprojeto é da da subcomissão que, no âmbito da CCJ, analisou assuntos penais.

Continua após a publicidade
Anúncio

O texto principal do anteprojeto já havia sido aprovado na semana passada, mas ainda faltava a análise de destaques que poderiam mudar o texto. Todos, porém, foram rejeitados. Agora, o anteprojeto passa a tramitar na Câmara como proposta da CCJ.

O anteprojeto determina que as penas de furto — que, de acordo com o Código Penal, variam de um a 10 anos de reclusão — são aumentadas em dois terços “se houver elementos probatórios que indiquem conduta criminal habitual, reiterada ou profissional do agente”.

O mesmo aumento de dois terços é aplicado ao crime de roubo, quando os elementos probatórios indicarem conduta habitual, reiterada ou profissional. No caso do roubo, as penas previstas no Código Penal variam de quatro a 30 anos de reclusão (quando da violência resulta morte). 

Punitivismo
Parlamentares de partidos de oposição se manifestaram de forma contrária à proposta. Para o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), esse projeto faz parte de uma “demagogia política que
tenta se apropriar da infelicidade da violência que alcança o nosso povo para tentar seduzir incautos. Aumentar o número de tempo que as pessoas ficam presas não vai repercutir na diminuição da violência; ao contrário: o que o Brasil vive é um superencarceramento. Gente pobre, preta, sem horizonte, sem perspectiva, que é vítima do punitivismo penal”, criticou. 

Outro ponto levantado por deputados de oposição foi o de que as alterações poderiam penalizar, por exemplo, pessoas que furtam alimentos por necessidade (furto famélico), e que poderiam reincidir no crime e acabar enquadradas na nova norma. 

Prática profissional
Relator da subcomissão, o deputado Carlos Jordy (PSL-RJ) rebateu as críticas. “O que nós estamos fazendo é simplesmente plasmar no nosso Código Penal algo que já acontece em outros diplomas legais, como o Código de Processo Penal, e na jurisprudência, para fazer com que aquele que tem conduta profissional, contumaz, para a prática do furto e do roubo tenha uma pena maior. Porque nesse caso ele não está fazendo um furto famélico, ele não faz um furto em estado de necessidade: ele tem uma prática profissional, ele se utiliza dessa prática para furtar, para obter coisa alheia”, argumentou.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Maceió, AL
28°
Tempo limpo
Mín. 21° Máx. 30°
30° Sensação
5.66 km/h Vento
65% Umidade
100% (5.74mm) Chance chuva
05h15 Nascer do sol
17h19 Pôr do sol
Sexta
29° 22°
Sábado
26° 24°
Domingo
26° 23°
Segunda
26° 24°
Terça
26° 24°
Economia
Dólar
R$ 5,14 -0,29%
Euro
R$ 5,90 -0,08%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 416,489,73 +0,70%
Ibovespa
186,405,45 pts 0.46%
Enquete
Nenhuma enquete cadastrada
Lenium - Criar site de notícias